Escócia está praticamente de fora do Mundial 2026, com uma probabilidade mínima de apenas 0,07% de seguir para os oitavos de final, após uma derrota arrasadora por 3-0 frente ao Brasil. O cenário, que já era dramático depois de um desaire por 1-0 contra Marrocos e uma vitória pela margem mínima sobre o Haiti, tornou-se agora quase impossível para os escoceses, obrigando-os a depender de uma combinação surreal de resultados nos jogos desta noite para manterem o sonho vivo.
A formação liderada por Steve Clark ocupa neste momento o 10.º lugar no ranking dos 12 terceiros classificados, uma posição que, à partida, não chega para garantir a passagem à fase seguinte. Faltando apenas um dia para o encerramento da fase de grupos, Escócia precisa de autent autênticos milagres: subir pelo menos dois lugares, contando que outras selecções tropecem de maneira específica e improvável nos seus encontros.

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O que falhou para a Escócia até agora? Para além da derrota pesada contra o Brasil, que os próprios escoceses reconhecem como um desastre auto-infligido, a conjugação dos restantes resultados também não ajudou. As hipóteses de qualificação, que há apenas 24 horas rondavam os 5%, afundaram depois de resultados desfavoráveis noutros grupos. Ontem, dos quatro cenários imprescindíveis, apenas dois se concretizaram: o Uruguai perdeu 1-0 contra a Espanha, mas o Senegal derrotou o Iraque de forma convincente, subindo até ao 5.º lugar no ranking dos terceiros classificados e empurrando a Escócia ainda mais para baixo. O empate a uma bola entre o Egipto e o Irão também foi um balde de água fria para os escoceses, reduzindo ainda mais as suas opções.
Para que o milagre aconteça esta noite, Escócia precisa que o Gana derrote a Croácia por, pelo menos, três golos de diferença, algo que parece difícil tendo em conta a postura defensiva dos ganeses no jogo anterior frente à Inglaterra. Além disso, a Argélia, outra das selecções com melhor registo do que a Escócia, terá de perder por dois golos diante da Áustria, ou então vencer por quatro, um duplo cenário que deixa os escoceses na corda bamba. Como se não bastasse, a RDCongo não pode garantir o apuramento para os oitavos de final pela primeira vez na sua história – para isso, o Uzbequistão, já eliminado e com prestações paupérrimas até agora, não pode perder por mais de dois golos.
Face a este autêntico quebra-cabeças, a presença escocesa na fase a eliminar está praticamente dependente de uma conjugação de resultados sem precedentes, o que explica a percentagem irrisória de esperança nas bancadas. O próprio seleccionador Steve Clark, após a derrota com o Brasil, reconheceu a gravidade da situação: “Sabíamos que era um jogo decisivo, mas não estivemos à altura do desafio. Agora resta-nos esperar e acreditar, porque no futebol tudo pode acontecer”, afirmou na conferência de imprensa.
Os adeptos escoceses, a famosa Tartan Army, vivem horas de tensão e incredulidade. Muitos já consideram que o regresso ao Mundial após 28 anos está prestes a terminar da forma mais amarga possível, enquanto outros se agarram ao fio de esperança. O impacto desta situação vai muito além do orgulho nacional: a eliminação precoce pode colocar em causa o projecto de renovação da selecção, fragilizar a posição de Steve Clark e obrigar a Federação Escocesa a repensar estratégias para futuras campanhas internacionais.
O que se segue? Esta noite será de nervosismo absoluto, com todos os olhos postos em três jogos que podem decidir o futuro imediato da Escócia no Mundial. Caso o milagre não aconteça, a equipa voltará para casa de cabeça baixa, mas com a certeza de que a fasquia estará ainda mais alta para 2030. Se, contra todas as probabilidades, a Escócia conseguir o apuramento, será um dos feitos mais improváveis da história dos Mundiais, um verdadeiro conto de fadas para os livros do futebol. Até lá, resta esperar e acompanhar, minuto a minuto, uma das noites mais decisivas do futebol escocês das últimas décadas.
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