Inglaterra enfrenta México nos oitavos após possível vitória sobre RD Congo

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A expectativa está ao rubro: a selecção inglesa pode, finalmente, quebrar o jejum de seis décadas e regressar a uma final de um Campeonato do Mundo, mas terá de ultrapassar um autêntico percurso de gigantes. A equipa dos Três Leões, depois de liderar o Grupo L, prepara-se para defrontar a República Democrática do Congo nos oitavos de final, um encontro que pode definir o destino de toda uma geração de futebolistas ingleses.

A caminhada inglesa até ao momento tem sido marcada por altos e baixos: uma vitória por 4-2 frente à Croácia no AT&T Stadium, um empate desinspirado a zero com o Gana no Gillette Stadium, e um triunfo seguro por 2-0 sobre o Panamá no MetLife Stadium. Estas prestações valeram o primeiro lugar do grupo e a oportunidade de enfrentar os congoleses já no dia 1 de Julho, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Caso vença, a Inglaterra terá pela frente um desafio temível na ronda seguinte: o México, co-organizador do torneio, no mítico Estadio Azteca, onde a altitude e a atmosfera fervorosa prometem criar um verdadeiro inferno para os visitantes. Os mexicanos, galvanizados por uma vitória convincente sobre o Equador, estão prontos para travar a marcha inglesa.

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Se a Inglaterra ultrapassar o obstáculo mexicano, o adversário mais provável nos quartos de final será o Brasil. A selecção canarinha, apesar de enfrentar uma Noruega liderada pelo imparável Erling Haaland, parte como favorita segundo o ranking da FIFA. O embate entre ingleses e brasileiros, marcado para o Hard Rock Stadium em Miami, poderá ser um autêntico teste de nervos e talento. Segue-se, caso o sonho continue vivo, uma meia-final de cortar a respiração diante da Argentina, que atravessou a fase de grupos de forma imaculada, impulsionada por um Lionel Messi em modo lenda viva. Os argentinos terão, porém, de evitar uma surpresa monumental frente a Cabo Verde, antes de enfrentar Egipto ou Austrália e, depois, possivelmente Suíça, Argélia, Colômbia ou Gana nos quartos.

A grande final, agendada para 19 de Julho no MetLife Stadium, poderá colocar frente a frente Inglaterra e Espanha, número um do ranking mundial. Os espanhóis, favoritos teóricos, terão também de ultrapassar autênticas muralhas: Áustria nos oitavos, Portugal nos oitavos de final, Estados Unidos nos quartos e, numa meia-final que promete ser de antologia, a França. Muitos já antecipam que este duelo ibérico-francês será a verdadeira final antecipada, tal é a qualidade de ambos os conjuntos.

A importância desta caminhada não se resume apenas ao desejo de acabar com o longo jejum de títulos mundiais para Inglaterra. Uma presença na final, ou mesmo a conquista do troféu, poderá redefinir o estatuto do futebol inglês no panorama internacional, restaurando uma aura de respeito e temibilidade tantas vezes posta em causa nas últimas décadas. Gareth Southgate, seleccionador inglês, sublinhou ainda antes do arranque dos oitavos de final: “Sabemos que nada nos será oferecido de bandeja. Cada adversário tem armas para nos surpreender, mas acreditamos no nosso trabalho e na nossa união.” O capitão Harry Kane, por sua vez, foi peremptório na conferência de imprensa de antevisão: “Chegou a altura de mostrarmos que somos uma potência mundial e que queremos escrever história.”

Os adeptos ingleses, sedentos de glória, vivem este Mundial com emoção e nervosismo, conscientes de que cada jogo poderá ser o último. A pressão é imensa e o percurso, apesar de teoricamente definido, está longe de estar garantido. Resta saber se a Inglaterra conseguirá ultrapassar as armadilhas africanas, sul-americanas e europeias que se perfilam no horizonte.

O próximo passo é claro: derrotar a República Democrática do Congo e preparar-se para uma batalha épica no Estadio Azteca contra o México. O sucesso neste embate abrirá portas a duelos de altíssimo nível, que poderão catapultar a selecção inglesa para a sua segunda final de sempre, meio século depois do inesquecível Wembley de 1966. Caso a Inglaterra mantenha a consistência, aproveite o talento individual e colectivo, e resista à pressão mediática e desportiva, poderá finalmente reconquistar o topo do futebol mundial. O mundo estará de olhos postos em cada passo dos Três Leões.

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