Bruno Fernandes, capitão do Manchester United, viu o seu nome e imagem usurpados num esquema fraudulento que recorreu a inteligência artificial para enganar adeptos e clientes. A notícia surge numa altura em que o internacional português ainda celebra uma das melhores épocas da sua carreira ao serviço dos red devils.
Depois de uma segunda metade de época absolutamente brilhante, Bruno Fernandes foi peça-chave para o Manchester United terminar em terceiro lugar na liga inglesa. O médio português também atingiu uma marca histórica a nível individual, ao registar 21 assistências na Premier League, quebrando o recorde absoluto de sempre da competição. Contudo, nem tudo foram motivos para festejar, já que, no Campeonato do Mundo, Portugal acabou eliminado por Espanha nos oitavos de final, com o criativo a registar apenas uma assistência e sem conseguir marcar qualquer golo, passando praticamente despercebido ao serviço da selecção nacional.

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Segundo o jornal britânico The Guardian, tanto Bruno Fernandes como Jude Bellingham, estrela do Real Madrid e da selecção inglesa, foram vítimas de fraude, com os seus nomes e imagens apropriados ilegalmente por casinos online. O periódico revela: “Num desenvolvimento significativo, os casinos ilegais online Nightwin e QH88 sequestraram a identidade de dois dos jogadores mais famosos do mundo, Jude Bellingham e Bruno Fernandes, para os apresentar como parceiros oficiais das suas marcas.” Para tal, recorreram à “utilização de artigos de notícias falsos, fotografias e vídeos gerados por inteligência artificial para enganar os clientes e fazê-los acreditar que o endosso das estrelas era legítimo.”
No caso concreto de Bruno Fernandes, o site vietnamita de apostas e casino QH88 “construiu todo um portal em torno da falsa associação do internacional português à marca e investiu consideráveis recursos na produção de um vídeo deepfake, gerado por IA, que simula de forma realista o médio a assinar um suposto contrato de embaixador com representantes da QH88” em pleno Old Trafford.
Nem a equipa de representação de Bruno Fernandes, nem o Manchester United, nem a própria QH88 prestaram declarações ao The Guardian quando questionados sobre o caso. O jornal inglês sublinha ainda que é recorrente a violação de direitos de imagem e de autor por parte destes sites, explicando: “os emblemas de clubes famosos e fotografias de jogadores são usados rotineiramente para promover marcas que ignoram por completo os direitos de imagem e marcas registadas, já que estes operadores sabem que qualquer tipo de imposição é impossível.” Isto acontece porque as plataformas operam quase sempre a partir de jurisdições offshore e recorrem a várias empresas-fantasma para esconderem a sua verdadeira identidade.
Com a crescente sofisticação destes esquemas, alimentados por tecnologia de inteligência artificial, aumentam as preocupações quanto à segurança digital e à protecção das figuras públicas no universo do desporto. Fica por saber de que forma Bruno Fernandes e as entidades envolvidas irão reagir, mas o caso serve de alerta para o impacto cada vez mais real das fraudes digitais no futebol mundial.
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