Japão mantém invencibilidade frente a europeus após empate com os Países Baixos

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O pesadelo europeu continua: o Japão voltou a espantar o mundo do futebol ao prolongar a sua impressionante invencibilidade frente a selecções europeias. Num encontro dramático, os nipónicos recuperaram de uma desvantagem e arrancaram um empate 2-2 diante dos Países Baixos este domingo, 14 de Junho, reforçando um registo que já faz tremer as principais potências do Velho Continente.

A selecção japonesa não conhece o sabor da derrota frente a equipas europeias há já nove jogos consecutivos, uma série que inclui sete vitórias e dois empates desde a fase de grupos do último Campeonato do Mundo. Este percurso começou com duas vitórias históricas: primeiro frente à Alemanha (2-1), depois perante a Espanha (também 2-1), permitindo ao Japão garantir a liderança do Grupo E. Apesar de ter sido eliminada pela Croácia nos oitavos-de-final, a equipa asiática só caiu nas grandes penalidades, mantendo intacta a invencibilidade nos 90 minutos regulamentares.

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O domínio nipónico ficou ainda mais evidente nos encontros de preparação que se seguiram ao Mundial. O Japão não só voltou a derrotar a Alemanha, desta vez por uns esmagadores 4-1 em Wolfsburgo, como esse resultado levou à saída de Hansi Flick e à contratação de Julian Nagelsmann para o comando da selecção germânica. Seguiram-se triunfos sobre a Turquia (4-2), Escócia (1-0), Inglaterra em Wembley (1-0) e Islândia (1-0), consolidando a reputação dos “Samurais Azuis” como um verdadeiro pesadelo para as selecções europeias.

Este registo de invencibilidade não é apenas estatístico: representa uma mudança de paradigma no futebol de selecções, com o Japão a afirmar-se como uma das equipas mais consistentes e imprevisíveis do cenário internacional. A capacidade de surpreender adversários teoricamente superiores e de manter a frieza nos momentos decisivos eleva os nipónicos a um novo patamar de respeito e ameaça para as grandes selecções, incluindo as favoritas à conquista do Mundial.

Após o empate frente aos Países Baixos, o avançado Koki Ogawa destacou o espírito de luta da equipa nipónica ao afirmar: “Nunca desistimos, mesmo quando as coisas parecem complicadas. Esta equipa acredita sempre até ao último minuto.” As palavras do ponta-de-lança reflectem bem o ADN desta selecção, que tem conquistado adeptos dentro e fora do seu país. Também o seleccionador japonês sublinhou, no final da partida, que “o respeito pelos adversários é fundamental, mas este grupo já provou que pode competir de igual para igual com qualquer selecção do mundo.”

A próxima grande prova para o Japão está marcada para o dia 25 de Junho, quando defrontarão a Suécia num duelo que promete testar novamente a solidez e ambição dos asiáticos. Antes disso, ainda terão de ultrapassar a Tunísia na fase de grupos do Mundial, num jogo agendado para o próximo domingo, 21 de Junho. Caso mantenham a invencibilidade, a selecção nipónica pode chegar aos oitavos-de-final embalada por uma confiança inabalável e com estatuto de potencial “carrasco” de mais uma potência europeia.

O futebol europeu já não pode olhar para o Japão como uma mera curiosidade exótica. A consistência, organização táctica e mentalidade competitiva dos nipónicos obrigam os rivais a repensar estratégias e a abordar estes confrontos com máxima seriedade. Com o plantel motivado e a moral em alta, o Japão perfila-se cada vez mais como um adversário a evitar na fase a eliminar do Campeonato do Mundo. Resta saber se a lenda deste pesadelo europeu continuará a crescer ou se, finalmente, alguém conseguirá travar a máquina nipónica. Até lá, ninguém quer cruzar-se com o Japão.

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