O Manchester City viu a sua segunda proposta astronómica, avaliada em 140 milhões de euros, ser sumariamente recusada pelo Nottingham Forest, que continua inflexível na intenção de segurar o médio inglês Elliot Anderson. A recusa, que apanhou muitos de surpresa, reforça o braço-de-ferro entre o campeão inglês e o clube de Nottingham, numa das sagas de mercado mais quentes deste defeso.
O City apresentou uma oferta inicial de 124 milhões de euros, acrescidos de bónus mediante objectivos, numa tentativa clara de ultrapassar o recorde estabelecido por Declan Rice, transferido do West Ham para o Arsenal em 2023 por 122 milhões. Anderson, de 23 anos, internacional inglês e peça-chave do Forest na última época, tornou-se alvo prioritário dos citizens após a saída iminente de Bernardo Silva, que termina contrato no final desta temporada. O médio, que preferiu desde o início uma mudança para o Etihad em detrimento do Manchester United, já teria acordo com o City em termos salariais, mas o Forest mantém-se irredutível, recusando negociar abaixo da cláusula de rescisão.

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O interesse do Manchester United esfumou-se com rapidez, após perceberem que Anderson não queria sequer equacionar uma mudança para Old Trafford. Os red devils optaram por não entrar numa guerra de leilão, restringindo-se a jogadores verdadeiramente motivados em vestir a camisola do clube. Esta decisão deixou o City numa posição privilegiada, mas, apesar disso, o Nottingham Forest continua a segurar o seu activo mais valioso, pelo menos até nova investida.
A relevância deste impasse é enorme para o mercado inglês: caso o City consiga fechar a contratação, Anderson tornar-se-á, de imediato, o jogador inglês mais caro da história, batendo Declan Rice. O Nottingham Forest, por seu lado, demonstra ambição e capacidade negocial, consolidando-se como clube vendedor de topo numa Premier League cada vez mais dominada por negociações milionárias. Anderson, que chegou ao Forest proveniente do Newcastle no início de 2024 por 41 milhões de euros, destacou-se ao longo da época com 92 jogos e seis golos, sendo fundamental para a presença nas meias-finais da Liga Europa e para a permanência no principal escalão inglês, mesmo numa temporada caótica marcada pela sucessão de quatro treinadores.
O próprio Anderson não esconde o desejo de cumprir o sonho de jogar pelo City. Após o amigável de preparação para o Mundial, onde foi titular na vitória por 3-0 frente à Costa Rica, o médio afirmou: “O meu foco está totalmente na selecção, mas claro que quando um clube como o Manchester City mostra interesse é impossível ficar indiferente.” A declaração foi dada na zona mista, ainda a digerir o impacto de uma vitória que antecede a estreia da Inglaterra frente à Croácia, a 17 de Junho. O treinador-adjunto do Forest, Paul Williams, também reagiu à situação, reforçando a importância do jogador: “O Elliot é um profissional exemplar e queremos que continue connosco, mas compreendemos a tentação de um projecto como o do Manchester City.”
O City, entretanto, já tem alternativas em carteira. Sandro Tonali, médio internacional italiano do Newcastle, está igualmente referenciado como alvo de longo prazo, numa lista que se vai tornando cada vez mais restrita devido à exigência de qualidade e perfil pretendidos por Pep Guardiola. No entanto, os citizens não desistem de Anderson e deverão voltar à carga com uma nova proposta, potencialmente ainda mais elevada, nos próximos dias.
Com o Mundial a arrancar e Anderson a preparar-se para ser figura de destaque na selecção inglesa, o desenlace desta novela mantém toda a Premier League em suspense. Se o City conseguir vencer esta batalha negocial, poderá não só reforçar o seu meio-campo com um dos médios mais promissores do futebol inglês, como também enviar um recado claro aos rivais: o domínio financeiro e desportivo dos citizens está para durar. Para o Forest, a eventual venda pode representar uma revolução no plantel e um novo fôlego financeiro, mas a perda desportiva será difícil de colmatar. Tudo aponta para uma recta final de mercado marcada por negociações intensas, com Elliot Anderson no epicentro do maior duelo de milhões do verão inglês.
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