Sunderland quase protagonizou uma das maiores surpresas da época na Premier League, mas a sorte sorriu à equipa de Manchester United no Estádio da Luz (Stadium of Light). Numa exibição dominada pela falta de eficácia dos Red Devils e pela extraordinária performance do guarda-redes Senne Lammens, os visitantes saíram com um ponto, mas deixaram para trás uma sensação amarga de oportunidade perdida.
Logo nos primeiros minutos, Sunderland mostrou intenções claras. Noah Sadiki isolou-se e teve a chance de ouro para abrir o marcador, mas Lammens, com uma defesa magistral, negou o golo. O guarda-redes belga continuou a ser o herói da equipa da casa, repelindo duas tentativas perigosas de Brian Brobbey, que no segundo tempo voltou a ameaçar com uma assistência para Lutsharel Geertruida. Este último rematou com força, mas o poste salvou o Manchester United, mantendo o empate a zeros.
O que torna este resultado ainda mais surpreendente foi o desempenho apático do Manchester United perante um Sunderland corajoso e determinado. Os Red Devils apresentaram cinco alterações na equipa em relação à vitória frente ao Liverpool, mas sentiram muito a ausência do veterano médio Casemiro. Pela primeira vez desde janeiro de 2015, o United não conseguiu enquadrar um único remate à baliza na Premier League, com Matheus Cunha a desperdiçar uma oportunidade de golo já nos instantes finais, quando a baliza parecia aberta.
Quanto ao árbitro e ao VAR, não escaparam à polémica. O treinador do Sunderland, Régis Le Bris, mostrou-se indignado pela não marcação de uma grande penalidade contra o ex-jogador do Sunderland, Amad Diallo, por uma alegada mão na área. No entanto, o vídeo-árbitro Peter Bankes confirmou a decisão do árbitro Stuart Attwell para deixar seguir o jogo, aumentando ainda mais a frustração dos anfitriões.
A ausência de Casemiro evidenciou as fragilidades do meio-campo do Manchester United. O brasileiro, amplamente elogiado esta temporada e alvo de cânticos da torcida que implora a sua permanência “mais um ano”, não estará presente na próxima época, pois a cláusula de renovação automática não foi ativada. A direção dos Red Devils tem no reforço do meio-campo uma prioridade máxima para o mercado de verão, depois de ver jogadores como Kobbie Mainoo e Mason Mount revelarem talento mas não conseguirem replicar o controlo e a leitura de jogo do internacional brasileiro.
Esta prestação do Manchester United deixou claro o quão dependentes estão de um meio-campo criativo e sólido para manter a posse e pressionar eficazmente o adversário. Com Bruno Fernandes longe do seu melhor e sem soluções ofensivas consistentes, a equipa sofreu para criar perigo e evitar ser dominada em casa por um Sunderland que merecia, no mínimo, sair com uma vitória que seria apenas a quarta nos últimos 34 confrontos entre estas duas equipas na Premier League.
O resultado final: Sunderland 0 – Manchester United 0, um empate que sabe a pouco para os Black Cats e que deixa os Red Devils com questões sérias para resolver antes da próxima época. O mercado de verão promete ser agitado, com a necessidade de reforços cruciais para colmatar as lacunas evidenciadas nesta partida.
Mais detalhes e análises seguirão em breve. Para já, fica claro que este jogo foi uma demonstração de que, mesmo contra gigantes como o Manchester United, Sunderland pode lutar, criar oportunidades e, quem sabe, conquistar uma vitória histórica que há muito não alcançam.
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