Trump expõe Infantino ao intervir na suspensão de Balogun

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Donald Trump expôs Gianni Infantino numa jogada inesperada que deixou o presidente da FIFA numa posição embaraçosa perante a opinião pública internacional. Numa chamada directa, o presidente dos Estados Unidos interveio pessoalmente no polémico caso da suspensão do castigo ao jogador norte-americano Balogun, arrastando para a ribalta manobras de bastidores que habitualmente permanecem longe dos holofotes mediáticos.

Infantino, que tentou justificar-se evocando a independência dos órgãos da FIFA e a separação de poderes, não conseguiu convencer ao explicar porque razão Trump lhe ligou a si para interceder, em vez de contactar directamente o presidente do Comité Disciplinar. O incidente deixou danos visíveis na imagem do líder da FIFA, que ficou associado a práticas pouco transparentes e levantou dúvidas quanto à verdadeira autonomia das instâncias disciplinares do organismo máximo do futebol mundial.

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A imprensa internacional não perdeu tempo a reagir ao episódio. O jornal francês L’Équipe, com o seu habitual tom mordaz, resumiu a situação após a derrota dos Estados Unidos frente à Bélgica por 4-1, questionando: «Tout ça pour ça?» (“Tudo isto para isto?”), ironizando sobre o desgaste reputacional provocado por uma intervenção que, em última análise, não alterou o desfecho desportivo para os norte-americanos.

Apesar deste episódio embaraçoso, não há qualquer sinal de que a reeleição de Infantino esteja em risco. O equilíbrio de poderes nos diversos comités da FIFA — como se vê no Comité de Disciplina, onde apenas três países europeus estão representados entre 55 filiados da UEFA, enquanto a Conmebol conta com uma vice-presidência e três representantes — garante-lhe uma base de apoio robusta e praticamente inatacável. Esta arquitectura de poder, aliada à forma como o dinheiro é distribuído de forma transparente, mas também à margem de suspeitas históricas, reforça a posição de Infantino e praticamente afasta qualquer hipótese de oposição séria à sua continuidade.

Infantino pode ainda reclamar para si o mérito de ter impulsionado a expansão do Mundial para 48 seleções, decisão que, à excepção de jogos de menor qualidade, se revelou acertada ao atrair mais receitas e audiências. Introduziu ainda as pausas para hidratação, uma inovação que, mesmo sob críticas, gerou mil milhões de dólares adicionais em publicidade e promete tornar-se prática comum, mesmo quando for necessário encontrar nova designação para os meses frios.

Se não fosse o papel do “amigo-da-onça” Donald Trump, Infantino poderia ter terminado este Mundial com uma imagem reforçada junto dos adeptos. Agora, resta-lhe o controlo quase patriarcal sobre a “família do futebol”, uma influência que, por enquanto, mantém intacta.

Por curiosidade histórica, recorde-se que Eusébio da Silva Ferreira, o lendário ‘King’, espalhou o seu talento nos Estados Unidos, Canadá e México, países que vão receber o Mundial de 2026, marcando assim o regresso do futebol mundial a palcos onde brilhou o maior jogador português de sempre.

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