Wyndham Clark conquista segundo US Open ao liderar de início ao FIM

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Wyndham Clark protagonizou mais uma façanha histórica ao conquistar o seu segundo US Open em apenas quatro anos, dominando de fio a pavio o mítico percurso de Shinnecock Hills. Numa exibição onde a pressão e os nervos marcaram presença, o norte-americano resistiu ao assalto feroz dos adversários, fechando o torneio com um impactante 4 abaixo do par e selando a vitória com apenas um shot de vantagem sobre Sam Burns, que ficou a um passo de roubar-lhe o troféu.

A luta pelo título ficou decidida no domingo, quando Clark entrou para os últimos 18 buracos com uma vantagem confortável de seis pancadas, apenas para ver essa almofada esvair-se rapidamente após três bogeys nos primeiros nove buracos. De repente, a concorrência sentiu o cheiro a sangue e reacendeu as esperanças, mas Clark respondeu à altura: um birdie decisivo no 10.º buraco devolveu-lhe confiança, seguido de um sólido par no 11, enquanto Burns, apesar do seu putt demolidor, falhou as oportunidades de igualar o líder. No derradeiro buraco, Burns ainda teve uma última hipótese de empatar, mas o seu putt para birdie escapou-lhe por centímetros, deixando Clark respirar de alívio.

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Este triunfo assume particular relevância no panorama do golfe mundial, uma vez que Clark se junta agora ao restrito lote dos bicampeões do US Open, cimentando-se como uma das figuras mais dominantes da atualidade. A vitória ganha ainda mais peso pelo contexto: Clark enfrentou não só a pressão dos adversários, mas também a hostilidade do público nova-iorquino em Shinnecock, que fez questão de manifestar preferência por Scheffler e Burns, chegando mesmo a ser necessário expulsar alguns adeptos mais exaltados por insultos ao campeão. “Foi um ambiente duro, mas foquei-me no meu jogo. Tinha de provar a mim próprio e a todos que consigo vencer mesmo quando tudo está contra mim”, confidenciou Clark após erguer o troféu, visivelmente emocionado com a conquista.

O próprio Clark admitiu que a reta final foi um verdadeiro teste psicológico: “Sentia que podia deitar tudo a perder, mas sabia que tinha de atacar quando a oportunidade surgisse. O birdie no 16 foi decisivo para manter a liderança”, explicou ainda o bicampeão, referindo-se ao momento em que, após uma saída desastrosa para a zona nativa, conseguiu uma recuperação milagrosa e converteu um longo putt para birdie no par cinco, praticamente garantindo a vitória. Mesmo um bogey no 17 não lhe tirou o sono, já que um inteligente dois putts no 18 selaram o triunfo.

Para Sam Burns, este US Open foi mais uma oportunidade perdida de conquistar o seu primeiro major, tal como acontecera no ano passado em Oakmont. O seu putting esteve inspirado durante quase todo o torneio, mas faltou-lhe aquela pontinha de sorte nos momentos cruciais. “Fiz tudo o que pude, mas por vezes a bola simplesmente não entra. Parabéns ao Wyndham, foi justo vencedor”, lamentou Burns, visivelmente frustrado.

O grupo perseguidor contou ainda com Scottie Scheffler, que tentava conquistar o Grand Slam de carreira, mas nunca conseguiu pressionar verdadeiramente Clark. Apesar das dificuldades de Clark em encontrar os fairways, Scheffler esteve longe do seu melhor, terminando empatado no 4.º lugar. Tom Kim também brilhou, mantendo-se na luta até ao fim e igualando o melhor resultado de sempre de um sul-coreano no US Open, enquanto Keith Mitchell fez história ao tornar-se o primeiro jogador de sempre a terminar as quatro voltas com par do campo, garantindo igualmente o seu melhor resultado em majors.

Com esta vitória, Wyndham Clark reafirma-se como um dos nomes grandes do golfe mundial e lança um sério aviso para o Open Championship em Royal Birkdale, o último major da temporada 2026. A questão que agora se coloca é: conseguirá Scottie Scheffler defender o Claret Jug, ou será Clark capaz de manter a sua impressionante forma e arrecadar mais um título? Os olhos do mundo do golfe vão estar todos postos no mítico percurso inglês, onde Jordan Spieth foi o último a triunfar em 2017. O duelo promete ser épico e Clark parte moralizado, decidido a escrever mais uma página dourada na sua carreira.

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