Djokovic avança para os quartos de final de Wimbledon com exibição nervosa

Partilhar

Novak Djokovic voltou a garantir presença nos quartos-de-final de Wimbledon, mas a vitória frente ao qualificador Roman Safiullin ficou longe de convencer os adeptos e especialistas. O sérvio, apesar de ser o grande favorito, foi obrigado a trabalhar arduamente para ultrapassar o adversário, somando um triunfo em quatro sets — 7-6(6), 6-3, 3-6, 6-3 — numa exibição marcada por emoções à flor da pele, protestos e sinais de desconforto físico.

Djokovic, que alcançou pela 17.ª vez esta fase do torneio londrino, teve de recuperar de um início em falso, depois de Safiullin, jogador fora do top 100 mundial, ter surpreendido com ténis de grande nível. O russo entrou confiante, impulsionado pelas vitórias sobre Andrey Rublev e João Fonseca, e chegou a liderar por 5-2 no primeiro set. No entanto, Djokovic recuperou, forçou o tie-break e só ao terceiro set point conseguiu fechar o parcial inicial. O segundo set sorriu-lhe com um único break, mas o terceiro revelou-se muito mais complicado: Djokovic viu o seu nível baixar drasticamente, perdeu o set e não escondeu a frustração, recebendo mesmo um aviso por conduta antidesportiva após um acesso de raiva.

O Mundial vive-se com a LEGO
O Mundial vive-se com a LEGO

O MUNDIAL 2026 VIVE-SE COM A LEGO

O ex-número um mundial voltou a demonstrar a sua experiência e classe ao ultrapassar as dificuldades físicas e emocionais, recuperando no quarto set para fechar o encontro. O sonho do 25.º título do Grand Slam permanece intacto, mas as dúvidas em torno da sua condição física e do estado anímico aumentaram, especialmente depois das críticas de Greg Rusedski.

Greg Rusedski analisou o desempenho de Djokovic no seu podcast e não poupou nas palavras ao descrever o jogo como “tenso”, “nervoso” e “queixoso”. O antigo número um britânico sublinhou: “Djokovic começou de forma perfeita. Avançou no marcador e, de repente, teve uma quebra, perdeu o terceiro set, ganhou em quatro, mas esteve a queixar-se, a reclamar. Recebeu um aviso por linguagem imprópria, atirou uma bola para o fundo do campo, em direcção à bancada real. Não foi o Djokovic habitual. Estava tenso, estava um pouco nervoso, estava um pouco queixoso, mas encontrou uma maneira de vencer, e isso é o mais importante.”

Rusedski destacou ainda o problema físico no ombro direito, que tem afectado Djokovic nos últimos tempos e o levou a falhar vários torneios importantes antes de Roland Garros. “Agora tem dois dias de descanso. Tinha uma fita pesada no ombro quando tirou a camisola”, comentou Rusedski, acrescentando: “E parecia que estava com dificuldades em respirar, porque demorava muito mais tempo entre os pontos.” O canadiano Felix Auger-Aliassime será o próximo adversário de Djokovic, e Rusedski não escondeu a incerteza: “Vamos ver em que estado está Novak. Porque é que esteve tão maldisposto? Vamos ver se consegue encontrar uma solução. Saberemos qual é a sua real forma na quarta-feira.”

Outro tema abordado por Rusedski foi a lentidão das condições em Wimbledon este ano, não devido aos courts, mas sim às bolas, que descreveu como “mais lentas, mais fofas, mais pesadas”. Para o antigo jogador, isto pode ser “um grande problema para Djokovic e para as suas aspirações à glória”, já que “os jogadores não conseguem ultrapassar o adversário devido às bolas” e “é preciso variar alturas, spins, slice”.

Com poucos confrontos diretos entre Djokovic e Auger-Aliassime no passado, tudo aponta para um duelo imprevisível e de alto nível. O sérvio procura provar que a experiência e o estatuto ainda fazem a diferença, enquanto o canadiano deseja aproveitar a oportunidade para surpreender e regressar ao topo em Wimbledon. A expectativa é máxima para um embate que promete emoções fortes e poderá definir o verdadeiro estado de forma de Djokovic neste torneio.

AGORA PODE ACOMPANHAR O MUNDIAL DE FUTEBOL COM TODA INFORMAÇÃO – AQUI


Discover more from Apito Final

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Tabela de Conteúdos

Mais Notícias

Outras Notícias