Novak Djokovic está a um passo de manter uma das mais inacreditáveis séries da história do ténis mundial: vencer Wimbledon em todos os anos de Mundial de futebol desde 2014. Caso conquiste o troféu este ano, o sérvio não só iguala o recorde absoluto de Roger Federer, como prolonga uma tradição que já dura há 12 anos e desafia toda a lógica do desporto.
O campeão de 24 títulos do Grand Slam chega a Wimbledon 2026 com o olhar fixo no oitavo título, uma marca que o colocaria lado a lado com Federer no topo da hierarquia do torneio mais prestigiado do circuito. Depois de triunfar em SW19 em 2011, 2014, 2015, 2018, 2019, 2021 e 2022, Djokovic igualou Pete Sampras e está apenas a um título do suíço, que detém o recorde da Era Open. Este ano, Djokovic está entre os principais favoritos, apesar da concorrência feroz de nomes como Jannik Sinner e Alexander Zverev, ambos em excelente forma e prontos para estragar a festa ao sérvio.

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Mas há um pormenor curioso que poderá dar ainda mais confiança a Djokovic na célebre relva londrina: sempre que o Mundial de futebol se joga, o sérvio conquista Wimbledon. Em 2014, enquanto o mundo se concentrava no Brasil, Djokovic levantava o troféu em Londres. O mesmo aconteceu em 2018, com o Mundial na Rússia, e em 2022, enquanto o Qatar fazia história no futebol. Agora, em pleno Mundial disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, o sérvio tem a oportunidade de manter viva esta superstição que já se tornou lendária.
O significado deste feito vai muito além da simples estatística. Manter uma hegemonia tão prolongada em Wimbledon, ainda por cima com a pressão adicional de igualar Federer, solidifica Djokovic como um dos maiores da história do ténis. Para além disso, a possibilidade de conquistar o 25.º Grand Slam — um número nunca antes alcançado no ténis masculino — coloca-o definitivamente num patamar inalcançável para a maioria dos seus rivais. A consistência, a mentalidade de aço e a capacidade de se superar nos grandes palcos fazem de Djokovic uma verdadeira lenda viva.
Em declarações recentes, Djokovic não escondeu a ambição e o respeito pelo palco londrino. “Adorava fazer algo especial com o Federer e o Nadal em breve”, afirmou o sérvio, deixando no ar a possibilidade de um evento que reúna as três grandes figuras da era moderna. Djokovic revelou ainda que o seu principal foco está em continuar a escrever história: “Estou aqui para ganhar, para desafiar os melhores e para provar que ainda sou capaz de conquistar os grandes títulos.” Estas palavras foram proferidas numa conferência de imprensa antes do início do torneio, onde o sérvio demonstrou toda a sua confiança e determinação.
O sorteio da edição deste ano parece favorecer Djokovic, pelo menos nas primeiras rondas. O sérvio estreia-se frente ao chinês Yibing Wu, um adversário teoricamente acessível para um jogador do seu calibre. Na segunda ronda, poderá defrontar Stefanos Tsitsipas, seguido de Arthur Rinderknech na terceira. Só nos oitavos-de-final é que surge o primeiro obstáculo de peso, Andrey Rublev, actualmente dentro do top 25 mundial. A partir daí, o caminho adensa-se: Felix Auger-Aliassime nos quartos-de-final, Jannik Sinner nas meias, e uma eventual final frente a Alexander Zverev.
Este percurso, ainda que exigente, é claramente menos complicado do que aquele que Djokovic enfrentou recentemente em Roland Garros. O próprio admitiu que Wimbledon é “a melhor oportunidade do ano” para conquistar mais um Grand Slam. Os especialistas partilham da mesma opinião, sublinhando o domínio do sérvio na relva e a sua capacidade única de elevar o nível nos momentos decisivos.
O que se segue é, literalmente, história em construção. Se Djokovic conseguir manter a tradição e vencer Wimbledon em mais um ano de Mundial, reforça a sua aura de invencibilidade e cimenta a lenda de que, nos grandes palcos, poucos — ou mesmo ninguém — conseguem igualar o seu legado. Para os fãs e para o próprio circuito, a expectativa é máxima: será este o momento em que Djokovic iguala Federer e atinge o mítico 25.º Grand Slam? Certo é que, com a motivação extra e um percurso favorável, o sérvio está mais do que preparado para mais uma página dourada na história do ténis mundial.
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