Jessica Pegula recusa polémica da diferença de idades antes do duelo com Iva Jovic

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Jessica Pegula não quis ouvir mais uma palavra sobre a diferença de idades antes do tão aguardado duelo com Iva Jovic em Wimbledon. A norte-americana, número 4 do mundo, deixou claro que está farta de ser confrontada com o facto de ter mais 14 anos do que a sua jovem compatriota, recusando-se a alimentar o tema que tem dominado as manchetes nas últimas horas.

O confronto entre Pegula, de 30 anos, e Jovic, de apenas 18, promete incendiar o All England Club esta semana. Ambas as tenistas chegaram aos oitavos-de-final após percursos impressionantes, mas foi a diferença geracional que captou a atenção da imprensa internacional. Durante a conferência de imprensa de antevisão ao encontro, Pegula cortou imediatamente o assunto pela raiz: “Parem de falar da questão da idade. Oh, meu Deus”, disparou, visivelmente incomodada com a insistência dos jornalistas. A tenista sublinhou ainda que “estou sempre motivada para vencer as outras americanas de uma forma diferente, não é como se não gostasse delas ou algo do género”, frisando o espírito competitivo saudável que reina entre as jogadoras dos Estados Unidos.

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O impacto desta posição de Pegula é significativo, sobretudo numa altura em que o ténis feminino norte-americano volta a dominar o panorama internacional. Com três americanas no Top 10 da WTA – Jessica Pegula, Coco Gauff e Amanda Anisimova – e sete entre as 30 melhores do mundo, a rivalidade interna é cada vez mais feroz. No entanto, a própria Pegula fez questão de realçar que, apesar do ambiente competitivo, a relação entre as jogadoras mantém-se cordial fora dos courts. “Existe uma enorme admiração mútua entre todas nós, independentemente da idade ou do ranking”, explicou a número 4 mundial.

Durante a mesma conferência, Pegula não poupou elogios a Jovic, salientando a ascensão meteórica da jovem ao longo desta temporada. “O que a Iva conseguiu este ano é notável. Tem uma maturidade em campo que impressiona qualquer pessoa”, referiu, antecipando um duelo equilibrado na relva londrina.

Em termos desportivos, Pegula chega a este embate com total controlo do seu jogo. Vem de uma presença na final do torneio de Berlim e ainda não perdeu qualquer set em Wimbledon, tendo eliminado Darja Vidmanova, Sara Sorribes e Jessica Bouzas Maneiro de forma clara. O histórico entre as duas norte-americanas também joga a favor de Pegula: venceu Jovic nas duas ocasiões em que se defrontaram este ano – primeiro em Dubai, por 6-4 e 6-4, e depois em Charleston, num encontro bem mais renhido, por 6-4, 5-7 e 6-3. Este domínio psicológico pode ser determinante, mas ninguém duvida que Jovic está mais experiente e confiante do que nunca, depois de bater adversárias como Jacqueline Cristian, Tatjana Maria e, sobretudo, Ekaterina Alexandrova, a cabeça-de-série n.º 18.

No entanto, o contexto deste embate vai muito além do mero confronto geracional. Para Pegula, este Wimbledon representa talvez uma das últimas oportunidades reais de conquistar um título do Grand Slam, enquanto Jovic só agora começa a fazer sentir o seu peso nos grandes palcos, depois de já ter chegado aos quartos-de-final do Open da Austrália. A pressão estará, portanto, mais do lado da veterana, que procura superar o seu melhor resultado em Wimbledon – os quartos-de-final alcançados em 2023.

O vencedor deste duelo poderá ainda cruzar-se com outra compatriota nos quartos-de-final: Coco Gauff, a atual número 2 mundial, que continua imbatível no torneio. Este cenário reforça a supremacia do ténis feminino dos EUA e coloca ainda mais pressão sobre Pegula e Jovic, que sabem que qualquer deslize pode custar caro numa fase tão adiantada da competição.

Olhando para o futuro imediato, espera-se um encontro de alta voltagem, com Pegula a tentar impor a sua experiência e consistência, e Jovic a procurar surpreender com a irreverência e potência do seu ténis jovem. Seja qual for o desfecho, Wimbledon ficará a ganhar com mais uma demonstração de força do ténis feminino norte-americano – e Pegula deixou bem claro que não é a idade que decide quem vence em court.

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