O regresso de Serena Williams ao quadro principal de Wimbledon está a abalar o mundo do ténis, com o seu antigo treinador Rick Macci a garantir que, apesar de não ser favorita ao título, a lenda norte-americana “pode vencer qualquer adversária”. Serena, com 44 anos, prepara-se para uma das mais surpreendentes reentradas da história recente da modalidade, depois de quase dois anos afastada dos courts em singulares.
A tenista norte-americana, recordista do Open Era com 23 títulos de Grand Slam em singulares, disputou o seu último encontro individual no US Open de 2022. O último troféu de um major foi conquistado já em 2017, na Austrália, mas, mesmo assim, a organização de Wimbledon não hesitou em atribuir-lhe um wildcard para o quadro principal, sinal de respeito absoluto pelo seu estatuto. Este mês, Serena já reapareceu na relva de Queen’s Club, em pares ao lado da jovem Victoria Mboko, tendo vencido um encontro antes de a parceira ser forçada a desistir devido a lesão. Dias depois, foi eliminada logo na estreia em Berlim, jogando com Karolina Muchova, mas a norte-americana não esconde a ambição: além dos singulares, volta a juntar-se à irmã Venus para disputar o torneio de pares femininos em Wimbledon.

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A importância deste regresso vai muito além da mera curiosidade: Serena Williams é uma das figuras mais icónicas do desporto mundial e continua a atrair multidões, audiências televisivas e interesse global. A presença da antiga número um mundial eleva o estatuto do torneio, já de si um dos mais prestigiados do calendário, e reacende as esperanças dos fãs numa prestação histórica de quem já ergueu o troféu em Wimbledon por sete vezes. A sua participação constitui também uma inspiração para atletas de todas as idades, demonstrando que a paixão e o espírito competitivo não têm limite.
Em entrevista exclusiva ao Tennis365, Rick Macci, que orientou Serena e Venus Williams durante a infância e adolescência, reagiu sem surpresa ao anúncio do regresso: “Não fiquei surpreendido,” afirmou o técnico, relembrando que sempre acreditou que Serena tinha ainda “muito para dar”. Macci explicou: “Se recuarmos, ela nunca fechou realmente a porta… Teve muitos compromissos, foi mãe novamente, mas nunca perdeu o bichinho da competição.” Segundo o treinador, já há quatro meses previa que Serena não só voltaria aos pares, mas que também se aventuraria nos singulares: “Ela está totalmente dedicada, tem-se preparado e treinado. Isto não é uma aparição de conveniência, é porque ela ama competir. Está-lhe no sangue.”
Sobre a escolha da relva para o regresso, Macci foi taxativo: “A relva é provavelmente a sua melhor superfície, porque pode magoar as adversárias com mais facilidade e os pontos são mais curtos. Além disso, do outro lado da rede está Serena Williams, o que intimida qualquer uma.” No entanto, apontou a recuperação física entre encontros como a maior incógnita: “O mais complicado será a recuperação, o desgaste físico entre jogos consecutivos. Mas capacidade para causar estragos e surpreender? Ela pode vencer qualquer jogadora do circuito, porque quando se sente a pressão, muitos vacilam.” Sublinhou ainda que o facto de os filhos estarem agora mais crescidos serve de motivação extra, pois Serena quer que a família a veja competir ao mais alto nível.
O técnico, que também trabalhou com nomes como Jennifer Capriati, Maria Sharapova e Andy Roddick, faz questão de frisar o impacto mediático: “Isto é televisão obrigatória, as audiências vão disparar. É óptimo para o ténis, as pessoas adoram um regresso e estão curiosíssimas.” A incógnita está lançada: poderá a veterana Serena desafiar as probabilidades e eliminar jogadoras do topo? A resposta será dada nos relvados de Wimbledon, onde o seu nome volta a figurar entre as candidatas a surpreender.
Com a estreia marcada para a próxima semana, as atenções do universo do ténis viram-se novamente para Serena Williams. Se por um lado é improvável que repita o feito de erguer o título, por outro ninguém duvida que poderá protagonizar alguns dos momentos mais memoráveis da edição 2024. O impacto deste regresso sente-se já fora dos courts, com bilhetes e audiências a disparar, e dentro de campo promete elevar o nível de exigência para todas as suas adversárias. O ténis mundial prepara-se para viver, uma vez mais, sob o feitiço de Serena Williams.
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