O duelo decisivo que vai incendiar a Premier League está prestes a começar, e Pep Guardiola não está a esconder nada: «Se perdermos está tudo acabado». Após a épica eliminação do Sporting nas meias-finais da UEFA Champions League, o Manchester City prepara-se para receber o Arsenal no Etihad Stadium num confronto que pode selar o destino do título inglês. A pressão está no auge, e o técnico catalão lançou um aviso claro e direto aos seus jogadores e adversários.
Guardiola, numa conferência de imprensa repleta de tensão, assumiu que a vitória é o único resultado aceitável para os citizens. «Sim, obviamente. Se perdermos está tudo acabado», declarou sem rodeios, sublinhando a importância deste encontro frente aos líderes da tabela. Com o Arsenal ainda invicto na Premier League e a manter uma sequência impressionante, o treinador do City destacou que ainda há seis jogos para disputar, mas que o calendário é exigente e qualquer deslize pode ser fatal.
O confronto contra Mikel Arteta, antigo adjunto de Guardiola, é mais do que um jogo normal. O treinador espanhol não poupou elogios à evolução dos gunners nos últimos anos: «Ele já está lá há muitos anos e, a cada época, a equipa tem vindo a melhorar cada vez mais. Quando ele assumiu o comando do clube, este enfrentava problemas e dificuldades. Na época passada, o Liverpool foi imparável, mas nesta temporada o Arsenal tem sido o maior adversário.» Guardiola reconhece que o Arsenal não está no seu melhor momento, mas lembra que continuam a ser a única equipa inglesa ainda em competição na Champions League, mantendo-se invictos, o que reforça o seu estatuto.
Sobre a pressão e o favoritismo, o treinador do City foi categórico: «Hoje disse aos jogadores que é apenas um jogo de futebol e que temos de o encarar como tal. Se nos distrairmos com as emoções, é assim que perdemos a concentração. O objetivo é ter um bom desempenho e desafiar uma equipa como o Arsenal.» Ele destacou ainda que a confiança é um fator crucial, algo que não se compra, mas que pode determinar o sucesso nos momentos decisivos da temporada.
Guardiola não deixou de analisar as recentes exibições da sua equipa, admitindo que ainda há margem para melhorias, especialmente nos primeiros minutos dos jogos contra Chelsea e Liverpool. «A primeira parte contra o Chelsea não foi má, mas também não foi excelente. Os primeiros 30 minutos contra o Liverpool também não foram bons. Contra o Arsenal na final da Taça, esses minutos iniciais foram melhores», disse, reforçando que a confiança será o motor para enfrentar os últimos sete jogos da liga com a máxima intensidade.
No capítulo das ausências, o treinador confirmou que Rúben Dias não estará disponível para este duelo decisivo. «O Rúben ainda não está pronto, mas o Nico O'Reilly está bem. Prefiro ter toda a gente disponível, mas durante a época há sempre lesões», explicou, acrescentando que o regresso do defesa português só deverá acontecer em maio.
Por fim, Guardiola abordou a histórica seca de títulos do Arsenal, que já dura 22 anos, um peso que sabe bem o que significa no Manchester City. «As pessoas são muito exigentes. A imprensa, os adeptos, toda a gente. Gosto de os ver jogar e aprendo muito com eles. O que as pessoas querem é ganhar e nós vamos lutar por isso. Eles têm algo que os torna únicos, essa fome de quebrar um jejum que perdura há décadas. Conheci essa sensação quando chegámos aqui, durante muito tempo também não ganhámos a Premier League», concluiu, deixando claro que a batalha no Etihad será uma guerra até ao último minuto.
Pep Guardiola, o homem que transformou o Manchester City numa das maiores potências do futebol mundial, prepara-se para um desafio que pode definir a sua época. O Arsenal, liderado pelo ex-treinador adjunto, Mikel Arteta, não dará o título sem luta. O cenário está montado para um confronto épico, onde cada segundo conta e a pressão nunca foi tão alta. Se o City cair, o sonho do título pode evaporar-se num instante. Se vencer, o caminho pode estar aberto para mais um capítulo glorioso na história do clube. A Premier League vive um dos momentos mais emocionantes dos últimos anos — e o mundo estará a olhar.
Este artigo aparece primeiro em Apito Final.
