Ostapenko envolvida em polémica após vitória nos pares mistos de Wimbledon

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Explosão de polémica e tensão marcaram o final do encontro de pares mistos em Wimbledon, com Jelena Ostapenko no epicentro da controvérsia. Ostapenko e o seu parceiro, Marcelo Arevalo, asseguraram um triunfo suado frente a Edouard Roger-Vasselin e Laura Siegemund por 6-4, 7-6, num duelo repleto de nervosismo e decisões contestadas.

A dupla cabeça-de-série número dois carimbou assim a passagem às meias-finais, mantendo o sonho de conquistar o Grand Slam londrino. No entanto, o foco da discussão pós-jogo centrou-se nos incidentes polémicos ocorridos durante o tiebreak do segundo set, onde a árbitra atribuiu duas violações de tempo consecutivas a Siegemund, levando a que perdesse um serviço crucial. A decisão enfureceu Roger-Vasselin e Siegemund, que se mostraram visivelmente frustrados e não esconderam a sua indignação após o último ponto, tendo mesmo ficado a protestar junto da juíza de cadeira.

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O ambiente azedou ainda mais quando Siegemund aparentemente recusou apertar a mão a Ostapenko, enquanto Roger-Vasselin protagonizava uma troca de palavras gélida com a letã junto à rede. Ostapenko não se ficou e acusou os adversários de desperdício intencional de tempo, reacendendo as hostilidades. “Podem aceitar melhor a derrota, aprendam a perder”, atirou Ostapenko de forma contundente, dirigindo-se a Roger-Vasselin após o encontro. O francês optou por ignorar, continuando a queixar-se junto da juíza: “Não, mas sabe do que falo. Ela não faz de propósito, claro, mas estamos a perder tempo. Fez a sua jogada. É uma jogada terrível e não percebe isso.”

Ostapenko ripostou, elogiando a atuação da juíza: “Foi uma jogada muito boa. Fez um óptimo trabalho. Finalmente alguém não tem medo de agir.” Roger-Vasselin reagiu com incredulidade, mas Ostapenko insistiu: “Alguém não tem medo de dizer alguma coisa quando ela demora dois minutos entre serviços. Toda a gente sabe disso.”

Roger-Vasselin defendeu a sua parceira: “Não. Hoje esteve tudo bem. Ela nunca esteve atrasada.” Ostapenko discordou: “Ela esteve atrasada várias vezes. Talvez não tenha reparado no relógio. Eu deito a bola ao ar outra vez, mas estou quase sempre dentro do tempo.” O francês tentou explicar que também eles perdiam tempo, mas Ostapenko manteve-se firme: “Às vezes não estou dentro do tempo e a juíza avisa-me. Depois tento ser mais rápida. Mas ela nunca nos avisou.” Acrescentou ainda: “É sempre assim nos singulares.” Roger-Vasselin respondeu: “Está bem, mas isto não é um jogo de singulares. O que acontece nos singulares é uma coisa, mas aqui, durante o jogo todo, esteve tudo bem. Mas não pode fazer isso a 7-7, percebe?”

Apesar de a discussão ter continuado após o encontro, ficou claro que Ostapenko e Arevalo seguem imparáveis rumo ao título, estando agora apenas a dois triunfos da glória em Wimbledon. O próximo desafio será frente aos terceiros cabeças-de-série, Christian Harrison e Shuai Zhang, num embate que promete manter a fasquia de intensidade elevada.

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