Chelsea enfrenta a pior crise da Premier League em quase três décadas, com uma série negra de quatro derrotas consecutivas sem marcar um único golo, algo que não acontecia desde 1998. Enquanto os adeptos se revoltam contra a direção do clube, a permanência de Liam Rosenior no comando técnico está cada vez mais em risco, mesmo após menos de quatro meses no cargo. A pressão é enorme e, se o final da época não trouxer a reviravolta necessária, a sua saída parece inevitável. Apresentamos dez razões contundentes que justificam a demissão imediata do treinador no mítico Stamford Bridge.
Desde o início, Rosenior tem sido visto como “um tipo simpático”, mas sem a autoridade necessária para gerir um clube da dimensão do Chelsea. Fontes internas revelam que os jogadores consideram que falta ao técnico a “aura” que outros treinadores de topo possuem, como Enzo Maresca ou Mauricio Pochettino. A sua abordagem de “amigo primeiro, chefe depois” revelou-se ineficaz, num ambiente onde a exigência e a disciplina são cruciais. A sua gestão é mais própria de um gestor de recursos humanos do que de um líder de uma equipa de elite, deixando os jogadores e adeptos cada vez mais desiludidos.
O impacto negativo de Rosenior é ainda mais evidente quando se analisa o desempenho individual dos jogadores. Quase todos os elementos do plantel, que tinham mostrado progresso sob Maresca, sofreram um retrocesso notório. Moisés Caicedo e Enzo Fernández, que brilhavam sob a tutela anterior, perderam o brilho; Marc Cucurella, Levi Colwill, Trevoh Chalobah e Reece James deixaram de apresentar o rendimento que se exigia. A única exceção tem sido João Pedro, embora o seu desempenho também tenha diminuído recentemente. A incapacidade de Rosenior para potenciar os talentos do plantel é alarmante e compromete o futuro da equipa.
A série negativa de quatro derrotas consecutivas sem marcar qualquer golo é a pior desde fevereiro e março de 1998. Na altura, Ruud Gullit foi despedido e substituído por Gianluca Vialli, que levou o Chelsea a conquistar a Taça da Liga e a Taça das Taças nessa temporada. Este precedente histórico mostra que mudanças radicais podem ser o caminho para recuperar a glória. A falta de reação por parte da direção, liderada pela BlueCo, só agrava a situação.
Outro episódio que revela a fragilidade do comando de Rosenior foi a controvérsia em torno de Enzo Fernández, que expressou publicamente a sua vontade de sair do clube, manifestando até um gesto obsceno ao ser questionado sobre o seu futuro. Apesar de Rosenior ter tomado medidas disciplinares, faltou a firmeza necessária para lidar com uma situação que expõe o descontentamento interno e a falta de respeito dos jogadores pelo clube. Esta rebelião interna não teria acontecido sob treinadores mais autoritários como Tuchel ou até mesmo Maresca.
A gestão da formação é outro ponto crítico. O Chelsea tem uma academia recheada de talento, mas a incapacidade do treinador para integrar jovens promessas como Josh Acheampong tem sido flagrante. Enquanto Marc Guehi brilha noutro clube e confirma o valor da formação azul, Rosenior insiste em opções defensivas questionáveis, colocando em campo pares de centrais que têm sofrido goleadas consecutivas. Isto não só prejudica o rendimento imediato como ameaça a sustentabilidade futura do clube.
Rosenior não possui qualquer título relevante na sua carreira, uma falha que não pode ser ignorada. Seu percurso resume-se a falhanços como não alcançar os play-offs do Championship com o Hull City e a conduzir o Strasbourg para uma vaga na Conference League. Para um clube com as ambições do Chelsea, apostar num treinador sem conquistas é uma decisão arriscada e que está a custar caro em resultados e credibilidade.
A saída de jogadores importantes e a falta de confiança na equipa técnica são evidentes. Cole Palmer, um dos jovens talentos, referiu que só continuará no clube se forem contratados reforços de peso, sinalizando a descrença no atual projeto. Esta falta de visão clara e de liderança capaz de motivar a equipa é um problema grave que Rosenior não tem sabido resolver.
A comparação com Frank Lampard, que recentemente tem sido alvo de uma reabilitação injustificada, serve para ilustrar o quão baixo caiu o Chelsea. Apesar das críticas que Lampard recebeu na sua primeira passagem, ele conseguiu levar a equipa à Champions League e a uma final da Taça de Inglaterra. Rosenior, por seu lado, não conseguiu mostrar um mínimo de tática ou resultados que justifiquem a sua manutenção, tornando-se o pior treinador do Chelsea dos últimos tempos.
Por fim, a direção do clube parece viver numa bolha, alheada da urgência da situação. Enquanto Rosenior luta para manter a equipa competitiva, os responsáveis pelo clube parecem mais preocupados em “cuidar do relvado do vizinho”, esbanjando recursos e permitindo que o clube desça a um nível que nunca deveria atingir.
Está na hora de a BlueCo tomar uma decisão drástica: despedir Liam Rosenior antes que seja demasiado tarde e apostar num líder capaz de devolver ao Chelsea a ambição, a qualidade e os resultados que os adeptos merecem. O relógio está a contar e a paciência acabou. Se o clube não agir já, a crise pode tornar-se irreversível e o passado glorioso será apenas uma memória distante.
Este artigo aparece primeiro em Apito Final.
