José Mourinho volta a alimentar rumores explosivos sobre o seu futuro, afastando categoricamente a possibilidade de assumir uma seleção nacional e deixando a porta escancarada para um regresso arrebatador ao Real Madrid. O técnico português, atualmente ao leme do Benfica e sob contrato até 2027, mantém uma cláusula de saída que pode ser ativada no final desta temporada, numa claro sinal de que o seu destino pode estar prestes a mudar.
Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, parece ter Mourinho no topo da lista para substituir Álvaro Arbeloa, que se prepara para abandonar o clube no final do ano. A relação entre Pérez e Mourinho é sólida, construída durante os três anos em que o treinador esteve ao comando dos merengues, entre 2010 e 2013, período em que conquistou a La Liga e a Copa del Rey.
Apesar das especulações em torno do cargo na seleção portuguesa, atualmente liderada por Roberto Martínez, cujo contrato termina após o Mundial, Mourinho descartou esta hipótese de forma categórica. Em declarações à imprensa italiana, durante uma tournée promocional, Mourinho foi incisivo: “Penso no futebol internacional, mas também penso na minha vida sem futebol de clubes – sem treinar todos os dias, sem ganhar, perder ou empatar três vezes por semana. Ser feliz, triste, frustrado, querer melhorar… Não consigo imaginar a minha vida sem estas emoções. Ainda não é o momento para uma seleção nacional.”
O jornal espanhol AS adianta que Mourinho quer ter o seu futuro no Benfica definido até 24 de maio, numa data que poderá ser decisiva para o mercado de treinadores. Não está sozinho na corrida ao trono merengue: Lionel Scaloni, o argentino que levou a Argentina ao título no Mundial de 2022, e Julen Lopetegui são nomes que também entram na equação.
Mas será que o regresso de Mourinho ao Bernabéu seria um passo em frente ou um retrocesso? A análise do seu estilo de jogo mostra que o futebol evoluiu significativamente desde os tempos do ‘Special One’ em Madrid. Os grandes vencedores europeus, como Paris Saint-Germain, Barcelona e Bayern de Munique, dominam a posse, pressionam alto e privilegiam o futebol ofensivo. Em contraste, o Benfica de Mourinho ocupa um modesto 27º lugar entre 36 equipas da Champions League na estatística de posse de bola, com apenas 45,2%, longe dos 63% do PSG, 60,6% do Barcelona e 58,1% do Bayern.
Este dado revela um treinador fiel a uma abordagem pragmática, que poderá não estar alinhada com o futebol moderno que o Real Madrid pretende praticar para voltar a reinar no panorama europeu. Enquanto isso, nomes como Andoni Iraola, atualmente no Bournemouth, surgem como alternativas frescas e com potencial para devolver ao clube espanhol o protagonismo que tanto ambiciona.
A saga Mourinho-Real Madrid está longe de terminar, mas o futuro do técnico português promete ser um dos capítulos mais emocionantes e decisivos da próxima época futebolística. A decisão será tomada em breve e os olhos de todo o mundo estarão voltados para Lisboa e Madrid, onde se escreve o próximo episódio desta história de poder, ambição e glória.
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