México domina primeira parte e vence áfrica do sul no arranque do mundial

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Um dado estatístico absolutamente esmagador colocou o México sob os holofotes logo na estreia do Mundial 2026: Raúl Jiménez e Brian Gutiérrez somaram, juntos, mais entradas na grande área adversária durante a primeira parte do que toda a selecção da África do Sul. O domínio foi tal que, a jogar diante do seu público na Cidade do México, a equipa da casa deixou os sul-africanos praticamente sem hipóteses de respirar, num arranque de competição que promete incendiar as expectativas dos adeptos mexicanos.

No jogo inaugural do Campeonato do Mundo FIFA 2026, disputado esta quinta-feira, o México derrotou a África do Sul por 2-0, com uma exibição demolidora e um resultado que até peca por escasso perante o que se viu nos primeiros 45 minutos. O avançado Julián Quiñones, que actua no Al Qadsiah, abriu o marcador logo aos 9 minutos, depois de uma pressão alta sufocante forçar a perda de bola dos sul-africanos, e fuzilou sem piedade entre as pernas do guarda-redes Ronwen Williams. E se Quiñones foi o rosto do golo, as verdadeiras estrelas da primeira parte foram Raúl Jiménez, referência ofensiva, e Brian Gutiérrez, médio ofensivo em destaque, ambos a entrarem três vezes cada na área contrária – ao passo que toda a equipa da África do Sul apenas conseguiu fazê-lo por duas ocasiões.

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Este arranque meteórico dos mexicanos é tudo menos irrelevante: além de serem um dos anfitriões do torneio, a vitória robusta e a forma como dominaram territorialmente uma selecção africana aguerrida colocam o México imediatamente entre os candidatos-surpresa a chegar longe, contrariando expectativas mais conservadoras. O seleccionador Javier Aguirre parece ter encontrado a fórmula certa para transformar a pressão do público e a responsabilidade de anfitrião em argumentos de força. “Raúl Jiménez (3) e Brian Gutiérrez (3) tiveram mais toques na grande área adversária do que toda a equipa sul-africana combinada (2) na primeira parte”, destacou-se no relatório estatístico do encontro, realçando a superioridade mexicana.

Após o jogo, Aguirre não escondeu o entusiasmo, deixando claro que a equipa está preparada para assumir o protagonismo. “Sabíamos que tínhamos de entrar fortes e mostrar ao mundo que somos anfitriões para levar a sério”, afirmou o técnico mexicano, minutos depois do apito final. O próprio Julián Quiñones reforçou o espírito de grupo: “O nosso objectivo é ir longe e esta vitória mostra o que somos capazes de fazer quando estamos unidos e focados”, disse o avançado, visivelmente emocionado, ainda no relvado.

O contexto é favorável: com esta vitória, o México posiciona-se confortavelmente no topo do Grupo, colocando pressão sobre os adversários directos que ainda têm de disputar os seus jogos. Além disso, o domínio estatístico não só fortalece a moral do plantel como envia um aviso claro às restantes selecções – a equipa de Aguirre está pronta para surpreender e não pretende desperdiçar o factor-casa. O próximo desafio será manter este ritmo avassalador e evitar a tradicional quebra de rendimento que, em outras edições, tanto tem penalizado os mexicanos em fases mais avançadas.

A expectativa é agora máxima para o segundo jogo da fase de grupos, onde o México procurará consolidar esta dinâmica e garantir, desde cedo, o apuramento para os oitavos-de-final. Com adeptos ao rubro e um plantel motivado, as atenções voltam-se para Aguirre e os seus homens, que ganham crédito não só pela vitória, mas pela forma dominante e electrizante como a conquistaram. O Mundial 2026 está oficialmente lançado e o México já deixou o aviso: está aqui para fazer história e surpreender o planeta do futebol.

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