A Premier League está prestes a entrar numa era de mudança radical! A temporada 2026/27 promete ser um verdadeiro terremoto no futebol inglês, com a saída confirmada de Pep Guardiola – o maior nome da última década. Mas ele não será o único a abandonar o palco principal do futebol britânico. Prepare-se para uma lista explosiva de treinadores que parecem ter os dias contados, numa verdadeira roleta russa de cargos de treinador.
Começamos com Frank Lampard, o atual técnico do Coventry, que enfrenta um desafio monumental para provar que evoluiu após um desempenho dececionante na Premier League. A sua passagem pelo Chelsea e Everton foi marcada por derrotas esmagadoras: apenas 18 vitórias em 66 jogos. Será que Lampard consegue superar o estigma de “bom para o Championship, mas não para a Premier”?
Eddie Howe em Newcastle parece estar numa encruzilhada. Apesar do apoio da imprensa britânica, os proprietários sauditas já demonstraram sinais de desinteresse pelo projeto ‘novo Man City’. A equipa já perdeu 27 pontos em situações em que estava a ganhar, e a paciência dos fãs pode estar a esgotar-se rapidamente. Será que Howe vai aguentar a pressão até ao final da próxima época?
No Nottingham Forest, Vítor Pereira pode estar a caminhar para um fim trágico, repetindo o padrão de gestores anteriores que começaram bem, mas acabaram por ser despedidos precocemente. O histórico do proprietário Marinakis não deixa espaço para milagres, e Pereira corre o risco de não resistir à próxima crise.
Roberto De Zerbi no Tottenham é um caso à parte. Apesar de estar a salvar o clube de um possível desastre, o ambiente é tenso e o histórico de impaciência do treinador italiano não augura bons presságios para a próxima temporada. A esperança está em James Maddison, Dejan Kulusevski e outros reforços, mas se não houver reforços reais, De Zerbi pode estar a caminho da saída antes de março.
David Moyes, agora no Everton, enfrenta o fantasma da ‘fadiga Moyes’. Depois de um início promissor, a equipa entrou numa série de jogos sem vitórias que ameaça afastar os adeptos e trazer à tona críticas ferozes. O futebol aborrecido e previsível pode finalmente custar-lhe o lugar.
Marco Silva, no Fulham, pode estar a viver os seus últimos dias após um percurso longo demais para os padrões modernos. A estabilidade esconde um possível esgotamento, e a relação com os adeptos pode rachar se os resultados não melhorarem.
Regis Le Bris em Sunderland é o treinador surpresa, mas o sucesso recente pode ser apenas um acaso num ano excêntrico para o futebol. O difícil “segundo ano” poderá ser o seu calvário.
Michael Carrick, à frente do Manchester United, tem uma tarefa hercúlea. Substituir um treinador em crise num clube gigante é sempre um desafio, e Carrick pode estar a caminho de um novo capítulo na sua carreira – possivelmente no Tottenham. Será que aguenta a pressão?
E a bomba que todos esperavam: Pep Guardiola está de saída do Manchester City, e Enzo Maresca, atualmente adjunto, é o favorito a substituí-lo. Maresca é visto por muitos como uma aposta arriscada, com um perfil demasiado modesto para suceder um dos maiores treinadores da história do futebol moderno. O fantasma de David Moyes paira sobre ele, e a pressão será imensa para manter o domínio do City.
Por fim, o caso de Arne Slot no Liverpool. Depois de uma época miserável, com um futebol pouco convincente e resultados dececionantes, o treinador holandês parece estar a perder o apoio dos adeptos e até dos jogadores. A sorte de ficar na Liga dos Campeões pode ser a última oportunidade para o Liverpool repensar o seu futuro, e a famosa máxima “não sejam como o Chelsea” pode finalmente levar a uma decisão drástica.
A Premier League nunca esteve tão à beira de uma revolução geracional. Com estas mudanças iminentes, prepare-se para uma temporada 2026/27 cheia de drama, surpresas e, acima de tudo, um futebol que promete deixar para trás velhas certezas. Quem vai sobreviver? Quem vai cair? O relógio está a contar.
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