Roberto Martínez justifica escolhas para o Mundial de 2026

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Roberto Martínez revela convocados para o Mundial 2026 e responde às polémicas: Salvador critica ausência de Ricardo Horta

A ansiedade cresce entre os fãs de futebol à medida que se aproxima o Mundial de 2026, e as escolhas do selecionador nacional Roberto Martínez já estão a causar ondas de choque no universo desportivo português. Esta terça-feira, o técnico anunciou a lista oficial de convocados para o torneio, mas não escapou a críticas, nomeadamente de António Salvador, presidente do Vitória de Guimarães, que questionou a exclusão de Ricardo Horta, uma das figuras de destaque do futebol nacional.

Martínez, firme e implacável, respondeu com veemência às acusações, deixando claro que as decisões tomadas não são fruto de impulsos emocionais, mas sim de um processo rigoroso, profissional e calculado. “Primeiro, respeito todos os presidentes dos clubes dos nossos jogadores. Tenho a capacidade de ser neutro. Preciso de tomar decisões difíceis, mas já disse que se trata de um processo. Esta não é uma decisão emotiva ou intuitiva, há um processo e parâmetros muito importantes onde as escolhas são profissionais e feitas com muita responsabilidade”, afirmou o selecionador, desmistificando qualquer ideia de favoritismo ou injustiça.

Uma das grandes surpresas do anúncio foi a chamada do médio Samu Costa, enquanto Palhinha, habitual no meio-campo da seleção, ficou de fora. Sobre esta escolha, Martínez explicou a necessidade de equilíbrio entre continuidade e frescura no grupo: “Falámos muitas vezes que precisamos de continuidade, automatismos, trabalhar em aspetos táticos. Mas precisamos do equilíbrio e da porta aberta para novo talento, sangue novo e criar o equilíbrio para manter a competitividade e frescura. O Samu Costa trouxe isso durante março, adorei a sua energia, a sua garra. É um 8, mas é muito dinâmico. Chega à área, mas no aspeto defensivo também é muito importante. Ajusta-se perfeitamente ao que precisamos para o Mundial.”

As dúvidas sobre a ausência de Ricardo Horta e Pedro Gonçalves também foram abordadas pelo técnico espanhol. Segundo Martínez, apesar das temporadas impressionantes destes jogadores, a concorrência é feroz e alguns nomes já assumem papéis consolidados na equipa: “O Ricardo Horta, e para dizer mais um nome, o Mateus Fernandes, fizeram épocas incríveis. Mas há outros jogadores à frente. O Pedro Gonçalves, o Rodrigo Mora e o Ricardo Horta não entram na Seleção porque há João Félix, Bernardo Silva, Bruno Fernandes e Trincão, que já têm um papel na Seleção.”

Outro ponto fundamental para a composição da equipa é a versatilidade e capacidade física dos elementos escolhidos. Martínez destacou a importância de Matheus Nunes, sublinhando a exigência do futebol moderno, especialmente para as posições de lateral, onde a resistência e intensidade são cruciais: “No futebol moderno, com cinco substituições… A posição de lateral é muito exigente, fisicamente precisas de dar muito mais. E, para nós, ter os quatro mais o Matheus Nunes é essencial e dá equilíbrio ao que o balneário tem.”

Com esta convocatória, Roberto Martínez não só definiu o seu núcleo duro para a conquista do título mundial, como também deixou claro que as decisões são baseadas em critérios técnicos e estratégicos, afastando qualquer especulação sobre favoritismos ou decisões emocionais. O caminho para o Mundial promete ser intenso e disputado, mas Portugal já tem a sua equipa pronta para lutar pelo topo do futebol mundial.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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