Barcelona vive uma verdadeira revolta após a eliminação cruel nos quartos de final da Liga dos Campeões diante do Atlético de Madrid. Raphinha, avançado brasileiro do Barça, não poupa palavras e denuncia uma “roubalheira” monumental que manchou a competição e empurrou o seu clube para fora da prova. A tensão está ao rubro e as críticas ao árbitro são ferozes, numa batalha que promete prolongar-se nos bastidores do futebol europeu.
O desfecho foi dramático: apesar da vitória do Barcelona por 2-1 na segunda mão, a desvantagem de 2-0 da primeira partida ditou a eliminação. A polémica ficou marcada pelas expulsões polémicas de Pau Cubarsi e Eric Garcia, um em cada jogo. Em ambos os casos, um cartão amarelo foi transformado em vermelho após revisão no monitor ao lado do relvado, por suposta negação de uma oportunidade clara de golo – uma interpretação que o Barcelona não aceita.
Raphinha, que esteve de fora por lesão nestes encontros decisivos, não esconde a sua indignação: “Para mim, este jogo foi um roubo. Não só este, mas também o anterior. A arbitragem foi péssima, as decisões que o Turpin toma são inacreditáveis. Não sei quantas faltas o Atlético fez, mas o árbitro não lhes mostrou um único cartão amarelo. Quero perceber porque é que têm tanto medo que o Barcelona venha ganhar.” A crítica direta ao árbitro francês Clement Turpin e ao sistema VAR revela um sentimento de injustiça que vai muito para lá do campo.
O árbitro da primeira mão, Istvan Kovacs, também está no centro da polémica, sobretudo pela decisão de não assinalar penalti após uma mão clara do defesa do Atlético, Marc Pubill, dentro da área. Barcelona chegou mesmo a apresentar uma queixa formal à UEFA por uma “grave falta de intervenção do VAR”, mas a entidade máxima do futebol europeu considerou o protesto “inadmissível”.
Raphinha não esconde a frustração de toda a equipa: “Foi difícil, especialmente quando percebes que tens de trabalhar três vezes mais para vencer o jogo. Esta eliminatória foi enganadora, na minha opinião. Todos podem errar, somos humanos, mas quando os erros se repetem da mesma forma, é algo que temos de analisar com atenção.”
A UEFA já anunciou que o seu organismo disciplinar vai analisar os relatórios da segunda mão antes de decidir se avança com qualquer ação disciplinar contra o jogador do Barcelona pelas suas declarações inflamadas.
Do lado do Atlético, o guarda-redes Juan Musso rejeita veementemente as acusações: “Dizer que o jogo foi roubado é ridículo. Eles agiram como se tivessem direito a três penáltis e que nós devíamos ter tido quatro expulsões. Nós ganhámos em campo, 2-0 fora, e quando és o último homem atrás, levas um cartão vermelho.”
O ambiente está carregado e a polémica promete não acabar aqui. Barcelona e os seus adeptos sentem-se lesados, e Raphinha tornou-se a voz de um clube que exige justiça e transparência na arbitragem. A verdade é que esta eliminatória ficará marcada não só pelo futebol, mas pelas decisões que levantaram uma enorme onda de contestação em toda a Europa. A luta continua, dentro e fora do relvado.
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