Djokovic volta a dominar Tsitsipas e avança facilmente em Wimbledon

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Novak Djokovic voltou a deixar o mundo do ténis em estado de choque ao despachar Stefanos Tsitsipas com uma exibição de puro domínio, carimbando sem piedade o passaporte para o terceiro turno de Wimbledon. O sérvio de 24 títulos do Grand Slam voltou a provar porque é considerado um dos maiores da história ao derrotar o grego com parciais de 6-3, 6-4 e 6-2, num encontro que em tempos já decidiu finais de Roland Garros e Open da Austrália. Desta vez, Djokovic não deu hipótese e controlou todos os momentos cruciais desde o primeiro serviço até ao último ponto.

No court central, Djokovic revelou-se implacável sempre que o jogo o exigiu, especialmente nos pontos de break. No primeiro set, bastou um break no quarto jogo para nunca mais perder o comando. No segundo parcial, Tsitsipas falhou clamorosamente uma bola de break acessível e viu o sérvio responder com uma defesa extraordinária, conquistando o break no nono jogo e, com isso, o set. No último set, bastou acelerar a partir do quinto jogo para garantir que a vitória nunca esteve em causa. Foi uma demonstração de força de Djokovic, que continua a mostrar porque é que Wimbledon pode muito bem voltar a ser o seu palco de consagração este ano.

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Este triunfo assume particular importância num torneio onde as surpresas têm sido regra e não exceção, tanto no quadro masculino como feminino. Djokovic, que procura o seu oitavo título em Wimbledon, reforça o estatuto de favorito e mostra que, apesar das dúvidas físicas que pairavam antes do torneio, está em forma para enfrentar todos os adversários. O sérvio não escondeu a satisfação com a sua exibição, afirmando no final do encontro: “Sinto-me cada vez melhor. Estou a jogar com confiança e a gerir bem os momentos decisivos. Este court é especial para mim.” As palavras deixam claro que o campeão não está disposto a abdicar do trono tão cedo.

Do lado masculino, Daniil Medvedev também garantiu a passagem ao terceiro turno, ainda que com muito mais dificuldades. O russo, duas vezes semifinalista em Wimbledon, teve de suar para bater Daniel Merida Aguilar por 3-6, 6-3, 7-5 e 6-2. Medvedev reconheceu após a vitória: “Foi um teste duro. No início não estava confortável, mas consegui ajustar o meu jogo e no fim senti que tinha o controlo.” A consistência do russo poderá ser posta à prova nos próximos encontros, mas é mais um nome de peso a seguir em frente.

João Fonseca, surpreendendo muitos, também segue para o terceiro turno depois de uma vitória inequívoca frente a Jesper De Jong, com parciais de 6-1, 7-5, 6-4. O jovem tenista demonstra que está preparado para enfrentar a elite mundial. Felix Auger-Aliassime não teve problemas em ultrapassar Dino Prizmic por 7-6, 6-3, 7-5, consolidando a sua presença entre os favoritos à surpresa.

No quadro feminino, o choque foi total com a eliminação precoce de Mirra Andreeva, recente campeã de Roland Garros. A promessa russa caiu frente à checa Barbora Krejcikova, campeã de Wimbledon em 2024, que virou o encontro e venceu por 4-6, 7-5, 6-4. Krejcikova, após a reviravolta, sublinhou: “Sabia que tinha de lutar até ao fim. Wimbledon é especial para mim e quero sempre ir mais longe.” Esta eliminação abre ainda mais o leque de candidatas ao título.

Jessica Pegula confirmou o favoritismo e segue para o terceiro turno ao derrotar Sara Sorribes Tormo por 7-6, 6-1, mantendo acesa a esperança de conquistar o seu primeiro Grand Slam. Coco Gauff, por sua vez, viveu um autêntico pesadelo antes de se salvar in extremis frente a Solana Sierra, vencendo por 6-3, 3-6, 7-6 (10-7) depois de recuperar de uma desvantagem de 3-5 no último set. Gauff admitiu o nervosismo após o jogo: “Estava a lutar comigo própria, mas nunca deixei de acreditar. O público deu-me uma força extra para conseguir esta vitória.”

Com Djokovic a exibir-se num patamar inatingível e as surpresas a sacudir o quadro feminino, Wimbledon está a transformar-se num autêntico palco de emoções e incertezas. O sérvio segue como principal favorito, mas a pressão aumenta a cada ronda — e, com nomes como Medvedev, Auger-Aliassime e Fonseca a avançar, tudo é possível. Já no feminino, a eliminação de Andreeva e a sobrevivência dramática de Gauff deixam antever duelos imprevisíveis e finais inesperados. O torneio entra agora numa fase crucial, onde os favoritos vão ser testados ao limite e cada erro pode custar o sonho do título mais cobiçado do ténis mundial.

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