Elena Rybakina chega ao Open de Madrid com a confiança em alta, mas lança um aviso contundente aos adversários: ainda não está na sua melhor forma. A estrela do ténis mundial, atualmente número 2 do ranking, venceu recentemente o título de Stuttgart, somando já dois troféus na temporada de 2026 e consolidando-se como uma das principais candidatas ao domínio do circuito. No entanto, a tenista do Cazaquistão mantém a humildade e revela que está longe de atingir o seu auge.
Com um registo impressionante de 25 vitórias e apenas 5 derrotas este ano, Rybakina tem mostrado uma consistência notável em várias superfícies, incluindo a sua conquista no Open da Austrália. Esta versatilidade coloca-a em destaque para a temporada de terra batida, apesar de historicamente ter menos sucesso neste tipo de piso comparado aos courts rápidos. A transição para Madrid traz novos desafios, especialmente devido à altitude e à rapidez dos courts ao ar livre na Caja Mágica, algo que a tenista sente que ainda está a assimilar.
“Foi só o meu segundo dia de treinos aqui e acredito que estou a melhorar gradualmente”, confessou Rybakina, que treinou recentemente com Coco Gauff para se adaptar à velocidade e ao quique da bola neste torneio. A sua abordagem é clara: manter o estilo agressivo de base, mas com flexibilidade tática para responder às exigências de cada adversária. “O ponto aqui desenvolve-se muito rápido, por isso tenho de ser muito eficaz nos primeiros golpes e estar preparada para tudo, tal como as minhas adversárias.”
Um dos focos de atenção no sorteio é a sua rivalidade crescente com Aryna Sabalenka, que já enfrentou três vezes esta época. Apesar de Sabalenka liderar o confronto direto por 2-1, incluindo vitórias em Indian Wells e Miami, foi Rybakina quem triunfou no Open da Austrália, prova da sua capacidade de superar adversárias de topo em momentos decisivos. “Jogamos muitas vezes uma contra a outra e isso só nos faz melhorar. Ambas somos agressivas e não damos espaço para erros do adversário. Este tipo de partidas faz-nos crescer, independentemente do resultado”, destacou.
Além das rivalidades e resultados imediatos, Rybakina mantém uma visão a longo prazo, focada sobretudo nos Grand Slams. “Não penso só no ranking. O objetivo principal é vencer estes grandes torneios. Mesmo quando era número 3, queria sempre subir mais. Cada época é um processo e, se conseguir, ótimo. Mas acho que ainda não cheguei ao meu melhor nível. Espero continuar a melhorar e que essa versão venha em breve, mas ainda não está aqui.”
Com esta mistura de ambição, realismo e foco, Elena Rybakina está pronta para enfrentar os rigores da temporada de terra batida em Madrid, lançando um aviso claro: apesar dos títulos recentes, a sua melhor versão está ainda por chegar. Os adversários que se preparem para uma batalha onde a tenista cazaque promete lutar até ao último ponto para se afirmar definitivamente como rainha do ténis mundial nesta fase crucial da temporada.
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