Venus Williams mira Roland Garros após derrota em madrid

Partilhar

Venus Williams não esconde o desejo ardente de regressar em grande ao Roland Garros, mesmo após uma derrota dura no Open de Madrid. Aos 45 anos, a lenda do ténis mundial encara a temporada de 2026 com um plano claro: conquistar um convite direto para o segundo Grand Slam da temporada, depois de uma presença discreta na capital espanhola, mais vista como um teste do que um objetivo final.

A ex-campeã de Grand Slam revelou que o Open de Roma, uma oportunidade crucial para ganhar ritmo na terra batida, ficará fora do seu calendário devido a compromissos pessoais. “Estou realmente super triste por não poder jogar em Roma, especialmente porque o meu marido é italiano e temos uma ligação muito especial com o país,” confessou a estrela norte-americana, sublinhando a importância desta ausência num momento chave da preparação para Paris.

O regresso à terra batida em Madrid não correu como esperado. Williams caiu logo na primeira ronda, derrotada por 6-2, 6-4 pela jovem promessa espanhola Kaitlin Quevedo, de apenas 20 anos e situada fora do top 100. Este resultado prolonga a série negativa da veterana, que já soma dez derrotas consecutivas, evidenciando as dificuldades em manter o ritmo competitivo frente a adversárias mais ativas no circuito.

Apesar da derrota, Venus mostrou-se firme na análise da sua prestação: “O estádio tem sempre uma energia incrível. Depois de tantos anos, foi ótimo voltar a pisar aquele court. Senti que no último jogo comecei a movimentar-me melhor na terra batida, mas já era tarde demais.” A norte-americana destacou ainda as complicações causadas pelas condições atmosféricas adversas, que afetaram ambas as jogadoras e dificultaram a consistência dos seus golpes desde a linha de base.

Williams admitiu que a adaptação à terra batida é um processo lento, especialmente após uma longa ausência e a transição complicada desde o circuito de pisos rápidos. “Comecei a treinar na terra algumas semanas depois de Miami, não jogo nesta superfície há anos. Mas gosto, acho divertido. Hoje enfrentei uma adversária muito inspirada, que jogou com foco e intensidade,” declarou.

Com a ausência confirmada em Roma, o foco total está agora no Roland Garros, onde Venus espera garantir um wildcard para continuar a sua limitada campanha em terra batida. Este cenário reforça a importância do treino e preparação fora dos torneios, já que a falta de competição entre Madrid e Paris pode ser um obstáculo para a sua performance.

Além do singulares, a norte-americana mantém-se ativa no circuito através da competição de pares. Em Madrid, vai formar equipa com a britânica Katie Boulter, uma parceria que surgiu por iniciativa da equipa da jovem tenista e que Venus aceitou com entusiasmo. “Ela pediu para jogarmos juntas, ou foi o treinador dela, quero pensar que foi ela. Estou muito feliz por dizer que sim. A Katie tem uma energia incrível, uma atitude de lutadora. Estou ansiosa para jogarmos juntas porque acredito que as nossas energias vão combinar na perfeição,” afirmou.

Venus Williams permanece determinada a deixar uma marca no seu regresso, mesmo enfrentando as dificuldades naturais de uma carreira tão longa e de uma superfície que exige adaptação constante. O Roland Garros de 2026 pode ser o palco ideal para mostrar que, apesar da idade e dos obstáculos, a lenda está longe de desistir.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

Mais Notícias

Outras Notícias