Arsenal dá um passo gigante rumo ao título da Premier League graças a uma intervenção VAR épica e polémica no final do jogo contra o West Ham, enquanto os Hammers parecem deslizar perigosamente para a descida. No futebol de divisões inferiores, o Rochdale protagonizou um regresso triunfante à EFL com uma vitória dramática no Wembley. Tudo isto e muito mais no briefing de segunda-feira que vai abalar o mundo do futebol inglês!
Num duelo carregado de tensão no London Stadium, os Gunners confirmaram a sua ambição de conquistar o título pela primeira vez em 22 anos, mas não sem uma pitada de polémica. Mikel Arteta, treinador do Arsenal, não poupou elogios aos árbitros que, segundo ele, foram “corajosos” ao reverterem uma decisão errada que poderia ter custado a vitória. Leandro Trossard marcou o golo decisivo aos 83 minutos, mas a festa quase foi estragada por Callum Wilson, que apontou o empate nos descontos, dando esperanças aos Hammers numa luta desesperada pela manutenção.
A reviravolta aconteceu quando o árbitro Chris Kavanagh, após ser chamado ao monitor em campo pelo VAR, reviu a jogada freneticamente durante 17 repetições e anulou o golo de Wilson, assinalando uma falta de Pablo Felipe sobre o guarda-redes do Arsenal, David Raya. A decisão deixou os adeptos do West Ham furiosos, mas para os Gunners significou abrir uma vantagem crucial de cinco pontos sobre o Manchester City, ficando a apenas duas jornadas de garantir o título.
Mikel Arteta comentou: “Foi uma decisão muito corajosa, mas consistente com o que tem sido o discurso ao longo da temporada. Quando tenho de criticar, critico, mas hoje tenho de elogiar os árbitros por darem ao juiz a opção de decidir longe do caos e das luzes, dando-lhe a clareza para fazer a chamada certa. Visto dessa forma, a falta é um erro óbvio.”
A polémica decisão não passou despercebida a uma lenda do futebol inglês, Gary Neville, que classificou este momento como “o maior teste de sempre ao VAR na Premier League”. Segundo o ex-defesa do Manchester United, “isto é um terramoto, um momento sísmico para o VAR. É provavelmente a maior decisão na história do VAR na liga. A dúvida é se o VAR tem a coragem e a determinação para tomar esta decisão. É uma decisão gigantesca para a arbitragem no país, demasiado importante para errar.”
Entretanto, David Moyes, treinador do West Ham, viu a sua equipa perder terreno na luta por um lugar europeu após um empate 2-2 com o Crystal Palace. Apesar de terem estado em vantagem, os Hammers não conseguiram segurar o resultado, com Jean-Philippe Mateta a igualar para os anfitriões a 14 minutos do fim. Moyes admitiu que as aspirações europeias “estão a escorregar” e criticou a falta de eficácia dos seus principais avançados: “É dececionante não conseguirmos segurar a vitória, especialmente depois de termos estado a ganhar 2-1. Os nossos finalizadores-chave, Kiernan Dewsbury-Hall e Iliman Ndiaye, têm estado abaixo do esperado no que toca ao remate.”
No escalão inferior, o Rochdale protagonizou uma recuperação épica na final do playoff da National League contra o Boreham Wood. Depois de estar a perder por 2-0 com golos de Matt Rush e Abdul Abdulmalik, os visitantes reagiram com golos de Tyler Smith e Mani Dieseruvwe nos momentos finais, levando o jogo para prolongamento e, posteriormente, para a lotaria das grandes penalidades. O herói do dia foi o guarda-redes Oliver Whatmuff, emprestado pelo Manchester City, que defendeu duas penalidades decisivas, garantindo a vitória por 3-1 e o regresso à EFL.
Para hoje, o Tottenham tem a oportunidade de dar um passo decisivo rumo à manutenção quando recebe o Leeds, já seguro, numa partida que pode aumentar a vantagem dos Spurs para quatro pontos relativamente ao West Ham, que ocupa o 18º lugar, restando apenas duas jornadas. No Championship, o Millwall espera tirar proveito de jogar em casa na segunda mão das meias-finais dos playoffs contra o Hull, num duelo ainda sem golos na eliminatória.
Este fim de semana mostrou que o VAR continua a ser protagonista no futebol inglês, com decisões que podem mudar o destino de clubes e jogadores, enquanto a luta pelo título e pela sobrevivência na Premier League está mais acesa do que nunca. Arsenal está a um passo de fazer história, mas as emoções ainda prometem fortes emoções até ao apito final da temporada.
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