Elliot Anderson está prestes a abalar por completo o mercado de transferências inglês, com o Nottingham Forest a exigir que qualquer interessado que queira garantir o médio pague um valor recorde em solo britânico – nada menos do que um montante superior aos 125 milhões de libras que o Liverpool desembolsou por Alexander Isak no último verão. O jovem internacional inglês, que se afirmou como uma peça-chave da selecção na vitória electrizante frente à Croácia no Mundial, tornou-se o alvo mais cobiçado de um defeso já fervilhante, com Manchester City e Manchester United a liderarem uma corrida que promete arrastar-se até ao último minuto.
Anderson, que trocou o Newcastle pelo Forest há dois anos numa transferência desenhada para aliviar as contas do clube do nordeste inglês, tem sido uma verdadeira revelação desde então. A sua exibição frente à Croácia, onde demonstrou qualidade em todos os aspectos do meio-campo de Thomas Tuchel, apenas veio confirmar aquilo que os adeptos do Forest já sabiam: estamos perante um médio de classe mundial. Não é por acaso que o Newcastle, vendedor relutante na altura, estará agora a lamentar profundamente ter perdido aquele que muitos já apelidam de “Maradona de Geordie”.

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Com o interesse em Anderson a disparar, o Nottingham Forest mostra-se inflexível: só sai pelo valor recorde e está disposto a jogar duro com os tubarões da Premier League. O Manchester City já avançou com uma proposta inicial de 106 milhões de libras, acrescida de possíveis 14 milhões em bónus, mas viu o negócio ser de imediato travado – o Forest quer tudo à cabeça e não está interessado em negociar. Perante a incerteza que se vive no Etihad após a saída de Guardiola e enquanto se aguarda o desfecho do processo judicial movido pela Premier League, os campeões ingleses sabem que um investimento desta magnitude seria um sinal de força e ambição, especialmente numa fase em que pretendem renovar o sector intermédio.
Do outro lado de Manchester, os Red Devils adoptam uma postura ainda mais cautelosa – quase traumatizada – perante a perspectiva de desembolsar valores tão elevados. Depois de vários negócios mal sucedidos nos últimos anos, o United já não se deixa seduzir facilmente e continua a hesitar, temendo repetir erros do passado. Outros emblemas da Premier League, por sua vez, queixam-se do risco de inflacionar por completo o mercado dos médios, mas a verdade é que tanto o Nottingham Forest como o Manchester City parecem indiferentes a essas preocupações.
O debate sobre a razoabilidade do preço pedido pelo Forest promete dividir opiniões, mas há exemplos recentes que sustentam o argumento dos responsáveis do clube. Basta recordar que, há três anos, o Chelsea não hesitou em bater recordes por Moisés Caicedo e Enzo Fernández, enquanto o Arsenal pagou 105 milhões por Declan Rice – negócios que, segundo os próprios adeptos, acabaram por revelar-se verdadeiras pechinchas face ao rendimento apresentado. Como afirmou recentemente um dirigente do Forest, em declarações ao canal oficial do clube: “O Anderson está no topo da lista de qualquer clube que possa pagar por ele. Não se trata de inflacionar o mercado, mas sim de valorizar um talento que pode transformar qualquer equipa.”
Declan Rice, agora estrela do Arsenal, também comentou a situação numa entrevista à BBC: “Recordo-me de quando pagaram por mim e diziam que era uma loucura. Hoje, olhando para trás, percebe-se que foi um excelente negócio para o Arsenal. Se o Anderson continuar assim, o clube que o contratar não vai arrepender-se.” O treinador do Manchester City, Enzo Maresca, abordou o tema após a recusa da proposta inicial: “Sabemos que há jogadores que valem o investimento, mesmo que o mercado se queixe. O Anderson encaixa perfeitamente no perfil que pretendemos.” Já do lado do Manchester United, a hesitação é evidente, com fontes próximas do clube a garantirem que “o histórico recente pesa muito na hora de decidir avançar ou não para valores nunca antes vistos”.
A expectativa é que, caso o Manchester City decida avançar com a verba pedida, Anderson possa protagonizar, juntamente com Sandro Tonali (igualmente referenciado pelo clube de Manchester), um dos mais temíveis meio-campos da Premier League. Seria a prenda ideal para Maresca no início da nova era pós-Guardiola, uma autêntica declaração de guerra financeira aos rivais – numa altura em que todos aguardam o veredicto do processo legal que pode redefinir o futuro dos citizens.
Nos próximos dias, as movimentações de bastidores prometem intensificar-se. O Nottingham Forest não abdica da sua posição e Anderson continua a mostrar, no Mundial, que vale cada cêntimo do preço pedido. Se City ou United cederem à pressão e fecharem o negócio, o impacto será imediato – tanto desportiva como financeiramente – e poderá desencadear uma autêntica revolução no mercado inglês este verão. Uma coisa é certa: a novela está longe de terminar e Anderson pode mesmo tornar-se o nome mais caro da história do futebol britânico.
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