Coco Gauff admite dificuldades no serviço após apuramento em Wimbledon

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Uma vez mais, Coco Gauff voltou a ser notícia ao garantir a passagem à quarta ronda de Wimbledon, mas foi a sua prestação irregular no serviço que incendiou discussões e levantou dúvidas sobre a sua real capacidade para lutar pelo título. Apesar de ter vencido Claire Liu num duelo intenso que se prolongou por três sets — 6-3, 6-7 e 6-2, num Court One repleto de expectativa —, a jovem norte-americana confirmou que continua a debater-se com um dos seus maiores calcanhares de Aquiles: o serviço, onde lidera a estatística menos desejada de duplas faltas em toda a WTA.

Coco Gauff, actualmente número sete do ranking mundial, enfrentou a compatriota Claire Liu, uma qualificada que surpreendeu ao forçar o encontro para lá do limite. Apesar das dificuldades sentidas, nomeadamente ao nível do serviço, Gauff acabou por sair por cima, mas não sem deixar evidentes sinais de preocupação. A norte-americana contratou o especialista em biomecânica Gavin MacMillan na época passada para resolver precisamente esta falha, mas os resultados continuam aquém do esperado, tornando-se um dos temas mais debatidos em qualquer conferência de imprensa em que marca presença.

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A importância desta vitória é tremenda não só por manter Gauff viva no torneio mais prestigiado do circuito, como também por colocá-la a um passo de ultrapassar o obstáculo da quarta ronda, onde já caiu por três ocasiões em Wimbledon. O próximo jogo frente a Belinda Bencic pode finalmente quebrar o “feitiço” e abrir-lhe as portas dos quartos-de-final, feito que escapou nos anos anteriores e que poderá ser determinante para a sua afirmação definitiva na relva londrina. Para além disso, um triunfo frente à ex-meia-finalista de Wimbledon reforçaria o estatuto de Gauff como séria candidata ao troféu, num momento em que o ténis feminino procura novas protagonistas.

Questionada sobre o nervosismo sentido e o rendimento oscilante, Gauff não fugiu ao tema do serviço. Na conferência de imprensa após o encontro, foi perentória: “Quer dizer, não sei. Sinto que joguei muito bem em certos momentos e noutros nem tanto. Acho que isso é o ténis. Definitivamente gostaria de jogar um pouco melhor.” Gauff realçou ainda as dificuldades de adaptação ao piso: “Mas não sei, sinto que é porque esta não é uma superfície com a qual estou sempre confortável. Estou mesmo a tentar aprender e perceber o que funciona para mim. Hoje, acho que não me mantive fiel ao que estava a resultar e que me deu a vantagem.”

A conversa rapidamente se centrou no serviço, tema recorrente nas últimas épocas. Gauff respondeu de forma franca: “Depois, o serviço… bom, hoje estava a arriscar no meu serviço. Não consegui acertar tanto como no primeiro jogo. Tive vários ases no primeiro jogo. Também defrontei uma adversária que devolvia melhor. Não podia simplesmente bater forte ao corpo porque ela estava a apanhar muito bem. Acho que posso introduzir mais variedade no meu serviço, sem dúvida. Mas, por outro lado, o meu serviço também me tirou de jogos complicados. É um daqueles dias em que confio no meu serviço, tenho servido bem, só preciso talvez de variar um pouco mais.” As declarações de Gauff demonstram maturidade, mas também alguma frustração por não conseguir traduzir em campo o trabalho desenvolvido fora dele.

O duelo frente a Belinda Bencic promete ser um verdadeiro teste ao nervosismo e à capacidade de resposta de Gauff nos momentos de maior pressão. Apesar de ter vencido cinco dos sete confrontos anteriores com a suíça — incluindo o mais recente, em Miami este ano —, a relva de Wimbledon tem sido um palco ingrato para a jovem estrela, que busca finalmente romper o ciclo das eliminações na quarta ronda. Uma vitória não só lhe abriria caminho para a melhor prestação de sempre em Londres, como aumentaria a confiança num torneio onde o serviço, mais do que nunca, poderá decidir destinos.

Nas próximas horas, todas as atenções estarão sobre Coco Gauff. Conseguirá finalmente ultrapassar o bloqueio psicológico e técnico do serviço? Ou será a relva sagrada de Wimbledon, mais uma vez, o cenário de uma queda precoce? Certo é que o mundo do ténis estará de olhos postos neste embate, onde cada ponto pode ser decisivo para a afirmação de Gauff como potencial campeã do Grand Slam mais desejado do planeta.

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