Coco Gauff arranca no Masters de Roma com vitória marcada por erros familiares e recorre à icónica frase de Rafael Nadal para manter a calma
A jovem estrela do ténis norte-americano, Coco Gauff, deu um passo firme no seu percurso no Torneio de Roma, ao vencer Tereza Valentova por 6-3, 6-4, garantindo assim o apuramento para os 32 avos de final. Este torneio serve como o último teste antes da defesa do título em Roland Garros, e Gauff mostra-se determinada a entrar numa série vitoriosa. Contudo, apesar de um desempenho sólido, a tenista não conseguiu esconder as dificuldades no seu serviço, um problema recorrente esta temporada que ameaça a sua consistência.
Durante a conferência de imprensa pós-jogo, Gauff destacou a importância de olhar para cada torneio como uma nova oportunidade, citando a famosa frase do espanhol Rafael Nadal para explicar a sua filosofia: “Obviamente, seria ótimo fazer uma boa campanha aqui, ganhar momentum para Roland Garros. Mas cada torneio é uma nova história, e vocês conhecem a frase do Rafa: ‘O que aconteceu em Madrid, ficou em Madrid, agora estamos em Roma, e depois estaremos em Paris’. Vivo por esta frase, porque podes ter uma temporada difícil e um ténis estranho, mas basta uma semana boa para mudar tudo.” Esta citação emblemática, usada por Nadal em 2019 para afastar a pressão das derrotas anteriores, tem sido um mantra constante para Gauff, que a repetiu também em Madrid, após a derrota na final do Miami Open frente a Aryna Sabalenka.
No encontro contra Valentova, Gauff dominou o serviço da adversária, quebrando o seu serviço por seis vezes em pouco mais de hora e meia. No entanto, o seu próprio serviço voltou a ser um calcanhar de Aquiles: a norte-americana cometeu sete duplas faltas, uma delas num momento crítico em que liderava 5-3 no primeiro set. Frustrada, Gauff não escondeu a indignação, proferindo em voz alta “Tu fazes sempre isto”, num momento captado pelas câmaras.
O especialista Liam Broady, comentador da Sky Sports, criticou duramente a autoavaliação negativa da tenista: “Não gosto deste tipo de diálogo interno. ‘Tu fazes sempre isto’ é uma profecia que se auto-realiza. Sim, cometeste erros, mas não é sempre assim. Tens de manter a força mental, porque ceder a essas vozes internas é um enorme problema.” Este tipo de instabilidade mental pode estar a afetar a jovem de 22 anos, que lidera de forma preocupante a tabela da WTA com 183 duplas faltas esta temporada, uma diferença significativa em relação à segunda classificada, Mirra Andreeva, com 132.
A dimensão do problema levou Gauff a contratar o especialista em biomecânica Gavin MacMillan em agosto do ano passado, numa tentativa de corrigir a mecânica do seu serviço. Houve progressos visíveis, como em Wuhan e Madrid, onde não cometeu duplas faltas e até conseguiu vários ases, mas a consistência ainda não foi alcançada. A questão que agora se coloca é se a parceria com MacMillan será suficiente para ultrapassar estas dificuldades ou se a tenista deverá procurar outras soluções para não comprometer o resto da temporada.
Com um registo de vitórias e derrotas de 20-8 em 2026 e a ambição de recuperar o título em Roland Garros, Coco Gauff encara esta fase decisiva do calendário com a determinação de uma campeã, mas terá de resolver rapidamente os seus problemas de serviço para evitar que erros repetidos a prejudiquem em momentos cruciais.
O que acham? Será que Gauff vai conseguir superar as falhas no serviço e brilhar em Paris, ou estará a sua temporada ameaçada por este problema persistente? Deixem a vossa opinião nos comentários!
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