Novak Djokovic acaba de ultrapassar uma das marcas mais míticas do ténis mundial, tornando-se o jogador com mais vitórias de sempre em Wimbledon. O astro sérvio somou a sua 106.ª vitória nos relvados sagrados do All England Club, superando o lendário Roger Federer (105) e estabelecendo um novo recorde absoluto na história do torneio. Apesar de ter enfrentado um adversário feroz e de ter revelado sinais de nervosismo durante o encontro, Djokovic voltou a demonstrar porque é considerado um dos maiores competidores de todos os tempos.
O confronto com o russo Roman Safiullin, realizado sob temperaturas escaldantes no dia mais quente destes Championships, esteve longe de ser uma mera formalidade para o sérvio. Djokovic, actualmente com 39 anos, entrou em campo visivelmente desconfortável do ponto de vista físico, mas acabou por prevalecer ao cabo de três horas e 25 minutos de luta intensa, vencendo por 7-6(6), 6-3, 3-6 e 6-3. Este triunfo permite-lhe avançar para os quartos-de-final, onde irá defrontar o vencedor do duelo entre Felix Auger-Aliassime e Alejandro Davidovich Fokina, mantendo viva a esperança de conquistar mais um título em Wimbledon.

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A partida revelou-se imprevisível desde o início. Safiullin conseguiu quebrar o serviço a Djokovic logo no terceiro jogo e chegou mesmo a servir para fechar o primeiro set, mas o sérvio respondeu com autoridade, anulando dois set points com o serviço no oitavo jogo e forçando o tie-break. O desempate foi de cortar a respiração, com Djokovic a triunfar por 8-6, mostrando nervos de aço nos momentos decisivos. No segundo set, ambos mantiveram a consistência no serviço até que, no 2-3, Safiullin cedeu com um erro de rotação, permitindo a Djokovic capitalizar e fechar o parcial por 6-3.
O terceiro set trouxe nova reviravolta: Safiullin aproveitou um raro momento de hesitação de Djokovic, quebrando-lhe o serviço no sexto jogo – o mais longo do encontro – e relançando a discussão do resultado. O russo agradeceu a oportunidade e forçou o quarto set, colocando em dúvida o desfecho do encontro. No entanto, Djokovic voltou a demonstrar maturidade e experiência, salvando-se no início do quarto parcial e conseguindo um break vital logo no 1-0, afastando qualquer hipótese de surpresa. A partir daí, não mais permitiu que Safiullin se aproximasse do resultado, selando uma vitória com sabor especial.
No final do encontro, Djokovic não escondeu o orgulho pelo feito alcançado, afirmando após o jogo: “Ultrapassar Federer em número de vitórias aqui em Wimbledon é algo que nunca imaginei possível quando comecei a minha carreira. É um privilégio enorme fazer parte da história deste torneio tão especial.” O sérvio reconheceu ainda as dificuldades sentidas durante o encontro, sublinhando: “O Safiullin obrigou-me a jogar ao meu melhor nível. Houve momentos em que estive longe do ideal, mas consegui encontrar soluções nos pontos decisivos.”
O impacto deste recorde vai muito além dos números. Djokovic reforça a sua posição como uma das maiores lendas do desporto, cimentando ainda mais o seu legado em Wimbledon, onde já levantou o troféu por sete ocasiões. A ultrapassagem a Federer, figura adorada pelo público britânico, confere-lhe um estatuto inquestionável no panorama do ténis mundial. Com esta vitória, Djokovic mantém-se na rota do oitavo título, podendo igualar o próprio recorde de Federer em número de títulos em Wimbledon, algo que promete incendiar ainda mais a expectativa em torno da fase final do torneio.
No quadro feminino, destaque para Jessica Pegula e Karolina Muchova, que garantiram presença nos quartos-de-final depois de triunfarem nos respectivos duelos de compatriotas. Pegula venceu Iva Jovic por 4-6, 6-3, 6-1, enquanto Muchova afastou Barbora Krejcikova com os parciais de 7-5, 5-7 e 6-3, num dia marcado por surpresas e encontros equilibrados.
Com a aproximação dos quartos-de-final, as atenções centram-se agora em Djokovic e no seu próximo adversário, numa caminhada que poderá culminar com mais um capítulo de glória na sua carreira. Perante a consistência exibida e a capacidade de superar adversidades, o sérvio parte como favorito, mas Wimbledon já provou inúmeras vezes que está sempre pronto para desafiar todas as previsões. Os próximos dias prometem emoções fortes e novos momentos históricos nos relvados londrinos.
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