Jannik Sinner adapta-se ao calor e avança para as meias-finais em Wimbledon

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Jannik Sinner voltou a dar provas de que está num dos melhores momentos da sua carreira ao garantir uma vitória autoritária frente a Jan-Lennard Struff, por 7-5, 7-6 e 6-3, nos quartos de final de Wimbledon. Depois de uma eliminação precoce na segunda ronda de Roland Garros no mês passado, o italiano mostra-se agora preparado para enfrentar as adversidades, especialmente as temperaturas elevadas que têm marcado esta edição do torneio londrino.

O calor intenso já tinha sido um dos fatores que contribuiu para a sua saída antecipada em Paris, mas Sinner parece ter ultrapassado esse obstáculo. “Sim, obrigado por me lembrarem”, afirmou o número um mundial na entrevista após o encontro. “Trabalhámos muito, especialmente depois de Paris, para tentar perceber o que correu mal. Preparámo-nos da melhor forma possível. E, em qualquer caso, foi um enorme teste hoje. Senti-me mesmo muito confortável a nível físico hoje. Um bom passo em frente.”

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Durante a conferência de imprensa, Sinner destacou ainda as diferenças entre o calor de Londres e o de outros torneios. “Pareceu-me bem – estava quente, mas nada de extraordinário. Na Austrália é mais duro, porque no hard court o calor vem de baixo. Hoje estava bastante seco, o que faz uma grande diferença”, explicou o italiano, mostrando-se satisfeito com a sua adaptação às condições em SW19.

A preocupação com uma vaga de calor esteve presente desde o início do torneio, sendo que algumas partidas de qualificação em Roehampton chegaram mesmo a ser interrompidas devido a alertas meteorológicos. O sistema ELC deixou de funcionar quando as temperaturas ultrapassaram os 34°C, obrigando à suspensão dos encontros. Para responder a estas condições extremas, Wimbledon introduziu uma nova política: se a temperatura ultrapassar os 30,1°C, os jogadores poderão usufruir de uma pausa adicional de dez minutos entre sets, regra que apenas se aplica se for solicitada por um dos tenistas.

O regulamento prevê ainda o fecho dos tetos nos courts principais, mas, caso isso aconteça, a pausa extra deixa de ser permitida. Até ao momento, esta regra foi pouco utilizada e nenhum atleta teve de abandonar um encontro devido ao calor, demonstrando que a maioria conseguiu adaptar-se sem grandes problemas. Sinner é, aliás, o maior exemplo dessa capacidade de superação.

Após ter enfrentado dificuldades físicas durante a época de terra batida, nomeadamente nas meias-finais do Masters de Roma contra Daniil Medvedev, onde chegou mesmo a vomitar em court e esteve perto de desfalecer, Sinner parece agora ter encontrado o equilíbrio ideal. Apesar de ter perdido dois sets no jogo inaugural em Wimbledon frente a Miomir Kecmanovic, o italiano somou vitórias categóricas em três sets nos quatro encontros seguintes, sem mostrar sinais de quebra devido ao calor.

No entanto, a realidade foi bem diferente em Roland Garros, onde, depois de liderar confortavelmente frente a Juan Manuel Cerundolo, Sinner acabou por dar sinais evidentes de exaustão e desidratação, permitindo ao adversário uma reviravolta histórica que culminou numa derrota por 3-6, 2-6, 7-5, 6-1, 6-1.

Com esta vitória sobre Struff e uma preparação física reforçada, Sinner demonstra que as lições tiradas após Paris estão a dar frutos. O italiano mostra-se cada vez mais preparado para lidar com todo o tipo de adversidades, incluindo as elevadas temperaturas que ameaçaram marcar negativamente esta edição de Wimbledon.

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