Lesão no pé trava percurso histórico de Naomi Osaka em Wimbledon

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Naomi Osaka surpreendeu tudo e todos ao revelar a verdadeira razão da lesão que a atormentou em Wimbledon, desmentindo de imediato os rumores sobre um eventual problema no tornozelo. A tenista japonesa, quatro vezes campeã de torneios do Grand Slam, viu a sua melhor prestação de sempre no All England Club terminar de forma abrupta frente à checa Karolina Muchova, depois de uma lesão recorrente no pé a obrigar a um pedido de assistência médica ainda no primeiro set.

Aos 28 anos, Osaka explicou em conferência de imprensa após o encontro que não foi o tornozelo a causa da sua paragem, mas sim um diagnóstico de fascite plantar em ambos os pés. “Não é o meu tornozelo. Estou só a ficar velha”, ironizou a japonesa. “Tenho fascite plantar nos pés. Pelo menos é o que assumimos. Nunca são os tornozelos. Na verdade, tenho tornozelos bastante flexíveis”, esclareceu ainda, sublinhando a natureza persistente da lesão que a tem afetado nos últimos tempos.

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O episódio crítico aconteceu quando Osaka se preparava para servir, estando a perder por 2-3 no primeiro set. Foi então que chamou o fisioterapeuta do torneio, tendo o pé esquerdo sido reatado em pleno court. Esta não foi, contudo, a primeira vez que a lesão interrompeu uma campanha importante em relva para a ex-número 1 mundial. Já em Bad Homburg, na Alemanha, durante um torneio WTA 500, Osaka viu-se obrigada a desistir diante da mesma adversária, Karolina Muchova, devido exactamente ao mesmo problema físico.

O historial da lesão remonta à pré-temporada do ano passado, mas voltou a manifestar-se com intensidade precisamente durante a digressão em relva. “Acho que reativou-se na relva porque sou obrigada a impulsionar muito mais para a frente. Não creio que me vá incomodar em piso duro”, analisou Osaka, mostrando esperança numa recuperação eficaz antes da próxima etapa da temporada.

Apesar da eliminação precoce, a nipónica não atribuiu a derrota exclusivamente à condição física, assumindo também culpas próprias. “É-me difícil pensar imediatamente em algo positivo. Sinto que joguei muito bem no último encontro, mas hoje simplesmente não estive bem e não tive energia nenhuma. O resultado até foi bom, tendo em conta”, reconheceu, fazendo um balanço honesto da prestação.

Osaka deixou ainda no ar a possibilidade de repensar a abordagem à época de relva, após disputar duas semanas consecutivas sem descanso. “Quis experimentar esse ritmo, e até correu bem, mas provavelmente não o voltarei a fazer. Diria que foi um acumular de jogos sem um dia de folga”, admitiu, revelando cansaço acumulado.

Com Wimbledon para trás, a ex-número 1 mundial vira agora atenções para a digressão norte-americana em piso duro e para o US Open, levando na bagagem o melhor resultado de sempre em relva e o 15.º triunfo da carreira sobre uma adversária do top-10 – e o primeiro fora do piso duro. A incógnita reside apenas na resposta física, mas a confiança de Osaka mantém-se intacta para os desafios que aí vêm.

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