Matteo Berrettini revela diagnóstico crónico após queda em Wimbledon

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Matteo Berrettini chocou o mundo do ténis ao revelar que foi diagnosticado com uma dor crónica na anca pouco depois de ter sido eliminado de Wimbledon, pondo em causa a sua presença nos próximos torneios. O italiano, que parecia a caminho de um regresso em grande à elite, vê-se agora forçado a parar numa altura crucial da temporada.

Depois de uma entrada promissora em Wimbledon, onde derrotou Stan Wawrinka e Arthur Fils, Berrettini caiu de forma dramática na terceira ronda frente a Grigor Dimitrov, num duelo intenso que terminou com os parciais de 6-3, 6-4, 3-6, 5-7, 6-3. A eliminação, já de si difícil de digerir, foi rapidamente ofuscada por um diagnóstico preocupante: dor crónica na anca, que o afastará das próximas semanas de competição. O tenista tem como objetivo regressar antes do US Open, para conseguir ganhar ritmo competitivo antes do último Grand Slam da temporada.

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Berrettini anunciou a decisão de se afastar através das redes sociais, deixando uma mensagem aos adeptos na sua conta de Instagram: “Olá a todos, queria apenas partilhar uma atualização: infelizmente já não vou jogar em Gstaad e Kitzbühel. Após conversas com o meu médico e a equipa, fui diagnosticado com dor crónica na anca e aconselharam-me que a melhor opção é desistir e descansar para estar pronto para a digressão nos Estados Unidos. Obrigado pelo vosso apoio contínuo e vemo-nos em breve nos courts rápidos.” As palavras do italiano mostram a frustração de quem vê a sua carreira repetidamente travada por problemas físicos.

A situação não é nova para Berrettini. Já no Roland Garros tinha sentido os mesmos problemas na anca, o que o obrigou a abandonar nos quartos-de-final frente ao compatriota Matteo Arnaldi. Depois de perder o primeiro set por 7-5, agravou-se a dor e foi forçado a desistir no segundo set, quando perdia por 5-2. Esta lesão acabou com as suas aspirações de chegar pela primeira vez às meias-finais em Paris. A preparação para Wimbledon também ficou condicionada devido à mesma limitação física nos torneios de relva que antecederam o Grand Slam londrino, embora aí tenha conseguido recuperar a tempo.

A persistência das lesões tem sido um verdadeiro pesadelo para o italiano. Na época passada, as recorrentes lesões obrigaram-no a falhar dois dos quatro principais torneios do circuito. Em maio, poucos dias antes do Roland Garros, lesionou-se no oblíquo direito durante o encontro com Casper Ruud no Masters de Roma, obrigando à desistência com Ruud a liderar por 7-5, 2-0. A recuperação não foi suficiente para estar presente em Paris e, embora tenha regressado em Wimbledon, foi eliminado logo na primeira ronda por Kamil Majchrzak, num encontro de cinco sets. Seguiram-se dois meses afastado das competições, o que resultou em nova ausência, desta feita no US Open. Só em setembro voltou ao circuito, participando no Open de Hangzhou, onde foi eliminado logo à primeira pelo checo Dalibor Svrcina.

Agora, com a ameaça de nova paragem prolongada, Berrettini vê-se obrigado a gerir com cautela a sua recuperação, para evitar que as lesões voltem a comprometer a sua época. O ténis italiano e os seus adeptos aguardam ansiosamente pelo regresso de um dos seus maiores talentos, na esperança de que consiga superar mais este obstáculo físico.

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