Jannik Sinner proíbe bonés brancos à equipa devido a superstição

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Jannik Sinner continua a surpreender dentro e fora dos courts, ao revelar a superstição invulgar que impõe à sua equipa: nunca usar bonés brancos durante os seus jogos. Esta exigência peculiar, que nada tem a ver diretamente com o ténis, foi desvendada pelo italiano durante uma conferência de imprensa, colocando fim a um dos pequenos mistérios que há muito intrigava adeptos e comentadores sobre o seu ritual pré-jogo.

Questionado sobre a razão pela qual o seu box surge sempre com indumentária da mesma cor nos encontros, Sinner esclareceu: “Precisa de perguntar à minha equipa. Não a mim.” E foi ainda mais direto ao explicar quem escolhe a cor: “Não, não sou eu que mando. A única cor de que não gosto é boné branco por uma certa razão. Não temos uma boa percentagem de vitórias quando usam boné branco. Mas o resto escolhem eles.” Com esta afirmação, Sinner deixou claro que, embora não decida as cores, há uma regra que todos cumprem religiosamente: evitar o branco na cabeça.

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Esta mania não é caso isolado. No US Open do ano passado, Sinner foi apanhado a apressar a sua equipa a meio do jogo da meia-final frente a Felix Auger-Aliassime, tudo porque queria toalhas brancas em vez das azul-escuro disponibilizadas no início do encontro. O gosto por harmonia cromática estende-se também ao próprio guarda-roupa, como se viu em Roland Garros, onde fez questão de combinar boné, calções e até mesmo a camisola de manga comprida que usou fora do court.

A obsessão de Sinner com detalhes cromáticos faz lembrar as rotinas de outros grandes campeões, como Rafael Nadal, conhecido pelos seus rituais meticulosos com garrafas, linhas e movimentos antes do serviço. No entanto, para Sinner, a superstição manifesta-se sobretudo na escolha da indumentária da equipa, com o boné branco a ser terminantemente proibido.

A superstição dos bonés coincide com o melhor momento do italiano nesta edição de Wimbledon, onde prossegue a defesa do título sem ceder um único set desde a primeira ronda. Depois de uma batalha inicial de cinco sets frente a Miomir Kecmanović — onde chegou mesmo a sangrar do pé após uma queda —, Sinner despachou sucessivamente Nuno Borges, Jenson Brooksby e Shintaro Mochizuki, antes de eliminar Jan-Lennard Struff por 7-5, 7-6(4) e 6-3, garantindo assim a presença nas meias-finais.

Na análise ao seu triunfo diante de Struff, Sinner manteve a postura habitual de serenidade: “Comecei a servir um pouco melhor”, afirmou após o encontro, acrescentando estar “muito feliz por regressar às meias-finais aqui”. Com a consistência que exibe em relva a juntar-se à já comprovada qualidade em piso duro, o italiano está a uma vitória de regressar à final de Wimbledon.

Agora, Sinner aguarda pelo desfecho do embate entre Novak Djokovic e Felix Auger-Aliassime para conhecer o adversário nas meias-finais, naquela que poderá ser mais uma página épica da sua carreira. A superstição do boné branco, longe de ser apenas uma excentricidade, parece estar a dar sorte ao campeão italiano, que continua imparável na relva do All England Club.

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